quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Dias de descanso

A minha primeira visita aos Açores, há uns anos atrás, deixou em mim um desejo de regresso que não mais me abandonou. Não sei se foi o azul profundo do mar, se foi o horizonte sem fim, se foram as paisagens ou a simpatia das gentes ou se foi o sentir de um abrandar das horas como nunca havia sentido em lado nenhum.
Ficou também a certeza de que haveria de conhecer as nove ilhas do arquipélago, mas para já só levo quatro na conta: Faial, Pico, S. Jorge e a Terceira, que recebeu este ano um "bis". Foram 7 dias de descanso absoluto que me trouxeram rejuvenescida.
Podia tentar descrever tudo o que vi, senti e saboreei, mas as palavras não fariam a devida justiça. Ficam a aqui as imagens para lembrança e partilha e um conselho: não há como ir e...

Abrir a janela e encarar o nascer do sol. Ver as nuvens passarem, deixando o céu azul espreitar numa promessa de que hoje também teremos sol, mesmo que agora esteja a chuviscar.




Sair para a rua e abraçar a temperatura morna. Percorrer as estradas e parar em todos os miradouros, faróis, pontas, piscinas e tudo o mais que aquela terra tem para nos dar. Deixar perder o olhar pelos campos limpos e bem delimitados onde pasta o gado à vontade. Às tantas nem se sabe se é o mar que nos rodeia se somos nós que entramos pelo mar dentro.





 Passear sem pressas pelas ruas vazias ao entardecer. Admirar o mercado a abarrotar de peixe fresco. Falar com as pessoas que parece que nos conhecem de há muito tempo e têm sempre tempo para um dedo de conversa simpática.



Atravessar a ilha e descer às suas entranhas. Senti-la respirar.



 Sentar à mesa (ou não fosse este um blogue de comidas) e deliciarmo-nos com as suas especialidades: os peixes de nomes estranhos - o boca negra, o mero, o imperador, o lírio e tantos outros - as alcatras, as lapas, o queijo, o ananás (ai o ananás!)


Acabar o dia com a certeza que o raio de sol que trespassa as nuvens cinzentas há-de aquecer o dia seguinte.


E assim regresso a este espaço! Depois das férias os primeiros dias de trabalho são sempre uma tal azáfama, que quase desejo mais uns dias de férias (bom...desejo mesmo, que dias de férias nunca são poucos). Vou-me entretendo no intervalo de almoço a espreitar os vossos blogues e a ultimar este post que urge em ser publicado. Precisava de um dia calmo para conseguir dedicar-me a ele e hoje foi esse dia. Para quem esteja de férias que as gozem merecidamente, para quem esteja a trabalhar que tenham um bom dia de trabalho. Até bem mais breve!
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