domingo, 1 de Agosto de 2010

Bilhete Postal - Madrid e Toledo




A capital espanhola já eu conhecia. Toledo não. Seja como for, é sempre bom revisitar Madrid, passear pelas grandes avenidas, saltar de museu em museu e acabar a "tapear" e a "pinchar" pelas esplanadas da Plaza Mayor e arredores, no meio do burburinho crescente da multidão que invade as ruas a partir do meio/final da tarde como se fosse sempre festa, ou melhor, "fiesta".
Diferente, desta vez, foi mesmo a viagem: de comboio entre Lisboa-Madrid (Chamartin) - Lisboa no Lusitânia Comboio Hotel. Um longo curso nocturno em vagão cama e uma viagem não muito atribulada que permitiu o repouso necessário. Chegados a Chamartin apanhamos um táxi para o hotel, perto da Atocha (o comboio tinha sida, mais uma vez, uma alternativa possível). Um banho refrescante e desfazer a mala e estamos prontos: Madrid é nossa. A meio da semana demos um salto a Toledo para quebrar o ritmo inebriante dos madrilenos. Foi uma semana de longas caminhadas, de algum desconsolo gastronómico, de bom descanso no Parque del Retiro e, no final, sempre o desejado regresso. Gosto imenso de partir de férias, mas gosto tanto de regressar a casa...

A partida. A curiosidade é imensa. Pondero, ainda, a diferença enorme de custos e tempo de viagem entre o comboio e o avião, mas o sentido de aventura dá o seu mote. Em Santa Apolónia já está o nosso hotel sobre carris. Lá dentro os funcionários fazem os últimos preparativos para o inicio da viagem. Começam a chegar mais passageiros. Afinal, é bem concorrido o nosso hotel.


Já em terras espanholas a paisagem corre pelos nosso olhos. O dia nasceu e o céu azul cobre os campos castanhos manchados do vermelho das papoilas. Diziam que havia de chover, mas para já o céu apresenta-se amigável. Chamam-nos para o pequeno-almoço. A mesa impecavelmente posta, louça branca sobre toalhas azuis. Café, leite, chocolate (a pedido), torradas, pãezinhos e croissants, manteiga e compota, tudo acompanhado de um serviço excelente. Este foi o meu momento preferido da viagem - um charme este pequeno-almoço, é o que vos digo.


Depois de nos instalarmos no hotel vamos calcorrear Madrid. Fazer o reconhecimento inicial. Do outro lado da rua o Centro de Arte Reina Sofia - imperdível! Descendo a rua, à direita a estação de Atocha e à esquerda uma das entradas do Parque del RetiroSubindo o Paseo del Prado, o Museu do mesmo nome à direita e à esquerda o Museu Thyssen-Bornemisza (se o Reina Sofia é imperdível, neste perco-me completamente). Por todo o lado esplanadas cheias de mesas cobertas de tapas, montaditos e bocadillos. Vamos percorrer a cidade no autocarro turístico. A primeira paragem obrigatória, a pedido expresso e irrecusável: Estádio do Real Madrid. 


É impossível passear por Madrid sem andar de nariz no ar. Novos ou antigos, os edifícios erguem-se imponentes e majestoso com as suas estátuas a apontar o céu.


Cá em baixo, com os pés bem assentes no chão, os madrilenos enchem as ruas e os cafés e os restaurantes. Fazem da hora da refeição um autêntico convívio e fazem de todas as horas uma boa hora para tapear. Paragens obrigatórias:

Plaza del Sol


Plaza Mayor


Palácio Real


E para mim é obrigatório entrar no Mercado San Miguel sempre que por lá passo. À entrada uns compram peixe, verduras ou fruta nas bancas do mercado. Continuando, frutas e verduras dão a lugar a outras bancas: as da tapas e bocadillos. Montras de pastelaria entram pelos olhos dentro e bem lá no fundo (se entrar pela porta principal) a Sical espera-nos com um pastel de nata ou uma queijada de Sintra, entre outras doçarias bem portuguesas.

 

 


Toledo. Fica a vinte minutos de comboio, partindo da Atocha. Mais um Bus Turístico (um bocadinho caro para a pequena volta). A cidade medieval, com o Tejo a seus pés, ergue-se, monocromática, mas imponente e alberga um bom pedaço  de história dividida entre as culturas cristã, árabe e judaica. Vale bem a pena um passeio por ruas e ruelas estreitas. A saber: uma visita a Toledo deve incluir uma igreja, uma mesquita e uma sinagoga. No fim prove uma doce toledana ou mazapan para enganar a fome. De regresso traga na mala um queijo Manchego.


Mais uma vez em Madrid. Os dias passaram depressa. Estamos a chegar ao fim da jornada. Já esteve frio (e que frio....), já choveu e agora o sol promete aquecer. Não há como umas horas de descanso, deitados no verdejante Parque del Retiro, à sombra de uma árvore.

 


O regresso. É sempre bom regressar. Adoro as partidas: o planear, fazer as malas, as gares das estações de comboio ou as salas de embarque dos aeroportos. A chegada ao destino. O êxtase de querer ver tudo. Palmilhar ruas e mais ruas até à exaustão. O cansaço começa a instalar-se e aí o que quero é regressar para descansar e sabe tão bem entrar de novo em casa. Voltamos de novo ao Lusitânia Comboio Hotel que nos trará de novo a terras lusas. Madrid...até à próxima!

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