28 de novembro de 2017

Hash Browns de batata doce



Desde que vi este vídeo, que andava com vontade de experimentar os "hash browns" de batata doce. O desafio da Marta foi o motivo que me faltava para não adiar mais a experiência e para passar por aqui para vos dizer um "olá".
Os hash browns são uma dos pratos possiveis do chamado "pequeno-almoço inglês" e têm como principal ingrediente a batata  que deve ser ralada e drenada para perder toda a humidade. Podem ser fritos em pouca gordura ou cozinhados no forno para uma preparação mais saudável. Como não sou muito amiga de pequenos-almoços com ingredientes que normalmemnte uso nas refeições principais (não sou capaz de comer ovos ou tomate, por ex., ao pequeno-almoço, mas já a minha mãe gosta de um bom prato de sopa ...), preparei estes hash brown para acompanhar o jantar de Domingo que lá em casa consiste basicamente em sopa e acabaram por acompanhar uma marmita bem singela, com salada e, claro, sopa.
Como tinha pouca batata doce e usei um ralador mais grosso, os meus hash browns não ficaram tão bonitos como os do vídeo, mas ficaram muito saborosos, mesmo com menos temperos.
 

Ingredientes:
2 batatas doce
1 ovo
Sal q.b.
Oregãos q.b.

Preparação:
Descasque as batas e rale usando o ralador mais grosso.
Polvilhe com sal grosso e deixe repousar cerca de 30 minutos.
Transfira a batata para um pano limpo e esprema, retirando todo o liquido que existir.
Volte a colocar a bata numa taça e tempere com sal (e pimenta se quiser) e orégãos (ou outra erva a gosto).
Acrescente o ovo e envolva muito bem.
Forme montinhos com as mãos, coloque-os num tabuleiro forrado com papel vegetal e espalme-os, dando-lhes uma forma quadrada ou redonda.
Leve ao forno pré-aquecido a 200º durante cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados e tostadinhos nas bordas.




31 de outubro de 2017

Não é bem uma receita

 
 
A Marta desafiou-nos a cozinhar com romã durante o mês de Outubro e eu até tinha uma receitinha muito simples e fresca em mente, mas a preguiça que me tem dado para cozinhar para fotografar...nem imaginam. É claro que continuo a cozinhar, ora refeições simples, ora refeições mais cuidadas (que até mereciam aparecer por aqui), mas não me apetece nada pegar na máquina fotográfica e procurar um lugar à janela com uma boa luz para fotografar, enquanto na mesa se aguarda pela comidinha, e depois voltar a guardar tudo...enfim, são fases. Por isso, vou recorrendo ao Instagram para partilhar o que vou cozinhando, recorrendo ao telemóvel para fotografar. Uma ou duas fotografias et voilá.
Por isso, este post é o fruto da vontade de partilhar e o fruto do meu desejo pelas coisas simples, das quais que mais aprecio é começar o dia de forma reconfortante com um pequeno almoço que me satisfaça e assim aparece a romã, da forma que mais gosto de a comer: ao natural, às colheradas, trincando os bagos e sentindo-os a desfazer, crocantes e doces.

Ingredientes:
1/2 chávena de trigo sarraceno
1 chávena de leite
1 casca de limão
1 pau de canela
1/2 maçã descaroçada e descascada
4 colheres de sopa bem cheias de iogurte natural ou skyr
1/2 de bagos de romã
1 banana às rodelas
Canela em pó

Preparação:
Deixe o trigo sarraceno de molho durante a noite ou pelo menos durante umas horas (deixei cerca de 8 horas).
Coloque-o numa peneira passando pro bastante água fria e escorra o melhor possível.
Coloque-o num tachinho e leve a lume médio. Deixe aquecer até começar a sentir um ligeiro aroma a torrado.
Acrescente o leite, a casca de limão, o pau de canela e a maçã.
Deixe levantar fervura e reduza o lume para o mínimo. Deixe cozinhar até ter absorvido todo o liquido, mexendo de vez em quando.
Distribua por 2 taças, deixe arrefecer um pouco e acrescente os topings em cada taça: banana às rodelas, iogurte, romã e canela.
Finalmente, sirva e comece bem o dia.
 
 

27 de outubro de 2017

Tão simples...


Enquanto o Outono teima em querer ser Verão, as saladas ainda vão chegando ao prato.

Ingredientes:
1 maçã, descaroçada e fatiada
1 cenoura pequena ralada
Couve branca em juliana, a gosto
Alho francês finamnete fatiado, a gosto
1/4 de chávena de quinoa vermelha cozida
1 peito de frango assado
Uvas passa a gosto
Molho:
1/4 chávena de iogurte natural
2 colheres de sopa de Azeite
1 colher de chá de Mostarda
Oregãos a gostos
Sal e pimenta preta, a gosto

Preparação:
Junte todos os ingredientes para o molho num frasco (retifique as quantidades a seu gosto) e agite bem até estar bem misturado.
Coloque os ingredinetes da salada numa taça e regue o com o molho.
Se quieser usar a salada para a marmita grelhe a maçã, para evitar que oxide. Como esta salada não tem folhas verdes pode colocá-la na marmita já com o molho misturado.

16 de outubro de 2017

Caracois doces de alfarroba com frangipana, maçã e passas

 
 
Mesmo com o blogue a meio gás não podia deixar de aceitar o convite para participar em mais um Dia Mundial do Pão. Desde que regressei de férias, com um saco de uma farinha de alfarroba na mala (coisas de gente que gosta de cozinhar) que imaginava fazer a minha receita preferida de caracóis doces com esta nova variante. Esta celebração seria perfeita para a experiência, não contava era com o "sofrimento" de uma cozinha com o forno ligado num dia de Outubro com temperaturas abrasadoras. Se valeu a pena? Claro que valeu a pena. Enquanto escrevo este post tenho à minha frente um tabuleiro de caracóis escurinhos e saborosíssimos e um copo de chá de gengibre e limonete. O céu passou de azul a cinzento, mas o calor mantém-se. Como os caracois já arrefecram, acho que me vou deixar tentar por mais um.


(Adaptado de: "200 Receitas de Pão")
Ingredientes:
Massa:
2 ovos batidos
175 ml de leite
2 colheres de sopa à temperatura ambiente
1/2 colher de chá de sal
375gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de farinha de espelta
25 gr. de farinha de alfarroba
50. gr. de açúcar
1 1/4 de chá de fermento seco
Recheio:
50 gr. de manteiga, à temperatura ambiente
50 gr, de açúcar amarelo
1 ovo batido
50 gr. de amêndoas moídas
1 maçã, descaroçada e descascada, cortada em cubinhos
1 mão cheia de uvas passas de Moscatel

Geleia para pincelar e açúcar em pó para polvilhar

Preparação:
Recheio de frangipana:
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme
Junte o ovo e as amêndoas e misture bem.
Reserve.
Preparação da massa:
Coloque os ingredientes na MFP pela ordem indica pela marca para o programa "massa" ou "amassar".
Quando o programa terminar transfira a massa para uma superficie enfarinhada e estenda num rectangulo com 30x20 cm.
Espalhe a frangipana, deixando uma borda de cerca de 1 centimetro de cada lado.
Por cima do creme espalhe os cubinhos da maçã e as passas e comece a enrolar a massa por um dos lados mais compridos, com cuidade e sem apertar.
Corte a massa em 12 fatias (cortei apenas 9 fatias, mais grossas que o usual porque o calor fez inchar a massa de tal forma que acabaria por não ter tabuleiro para a cozer) e disponha-as com o lado cortado virado para cima, em filas de 4 caracois,
Cubra com papel aderente untado, sem apertar, e deixe levedar num local morno durante 30 minutos ou até a massa dobrar de volume.
Coza em forno pré-aquecido a 180º durante 20 a 25 minutos e o caracol do centro soar oco quando lhe bater.
 
Quando estiverem prontos pincele com a geleia derretida e polvilhe com açúcar em pó.
 
 

10 de outubro de 2017

O Dia Mundia do Pão está a chegar

E é assim, que mais uma vez, recebemos o convite para participar, no dia 16 de Outubro, na grande festa da blogosfera em homenagem ao mais primordial dos alimentos no Dia Mundial do Pão.
Com tradução do convite para português feita pelo blogue "Sabores da minha cozinha":
No dia 16 de outubro celebramos o Dia Mundial do Pão! Desde 2006, convido todos a confecionarem o seu próprio pão neste dia especial. Todos os anos, centenas de bloggers seguem meu convite. Espero que este ano possa contar consigo também. Por isso, gentilmente eu convido todos a prepararem novamente ou a juntarem-se connosco pela primeira vez: Faça um pão e publique no seu blog no Dia Mundial do Pão.
Sabia que o pão tem uma história rica que remonta ao menos 30.000 anos. Hoje, o pão ainda é popular e é um alimento básico diário em muitas casas ao redor do mundo. Mas, com os avanços tecnológicos, o pão tornou-se um produto produzido em massa que perdeu algumas qualidades. Felizmente, muitos de nós acreditamos no pão artesanal, feitos de forma básica com as nossas próprias mãos, como os nossos antepassados ​​faziam.

VAMOS PREPARAR UM PÃO ARTESANAL!

O pão artesanal só precisa de fermento, farinha, água e sal, não é necessário nenhum ingrediente artificial. Claro que, para o World Bread Day, você pode ser inovador com os ingredientes e adicionar sementes, grãos, vegetais e outros ingredientes naturais.
Nenhuma pista sobre o que preparar para este dia especial? Faça o seu pão favorito, uma nova criação ou o que você pretender confecionar desde há muito tempo. Ainda não tem uma idéia? Visite a listagem de pão do mundo nos últimos anos. Estou certa de que encontrará alguma inspiração!
Estou ansiosa pelas suas criações de pão!

COMO PARTICIPAR:

Por favor, leia e siga atentamente as instruções abaixo. O preenchimento do formulário e o link para este post são obrigatórios, sem isso a sua entrada não aparecerá na listagem de participantes. Agradeço a vossa compreensão.
  • Faça um pão, tire fotos e publique no blog apenas no dia 16 de Outubro de 2017. Nem antes, nem depois e apenas uma entrada por blog.
  • A sua participação tem que ser um post novo, feito especificamente para este evento e o mesmo não deverá ser inserido noutros eventos.
  • O post deverá, obrigatoriamente ter um link para este convite
  • Preencha o formulário, que estará online a partir de 11 de Outubro, para o seu post aparecer nas listagens com todos os outros participantes.
  • As inscrições só serão aceites até dia 17 de Outubro.
  • O post pode ser escrito em qualquer língua, desde que haja uma possibilidade de traduzir (pode ser o Google Translate)
  • use a hashtag #wbd2017 #worldbreadday #worldbreadday2017 nas suas redes sociais e também em @zorrakochtopf no Instagram, assim não perderei nenhum post.
Se quiser pode promover o evento colando o logotipo do WBD 2017 no seu blog ou o código que encontram aqui.:
World Bread Day, October 16, 2017

28 de setembro de 2017

Palmiéres de maçã



 
 
Para o desafio mensal do "Intrusa na Cozinha", que tem por tema a maçã, preparei estes palmiéres, que já de si dispensam qualquer apresentação e a que o recheio de maçã tornou ainda mais gulosos, tanto que mal sobraram para contar a história no dia seguinte. 



Ingredientes:
1 placa de massa folhada rectangular.
3 maçãs, descascadas e descaroçadas
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água

Preparação:
Comece por cozer a maçã, cortada em pequenos pedaços, com o açúcar e a água num tacho tapado, em lume brando/médio até a maçã estar amolecida (cerca de 15 a 20 minutos). Vá vigiando para que não deixar secar.
Triture até obter um puré macio e reserve.
Abra a massa folhada sobre a bancada e com o lado mais comprido virado para si, encontre o meio da massa e espalhe cerca de metade do puré de maçã, deixando um pequeno espaço livre no meio.
De seguida, dobre cada um dos lados para o centro, deixando um ligeiro espaço entre cada "folha" dobrada. Espalhe metade do recheio sobrante pelas duas folhas.
Volte a dobrar cada uma das folhas do exterior para o centro e espalhe o restante puré de maçã sobre cada lado e no fim sobreponha os dois lados de forma a ficar um rectagulo estreito de massa.
Ao dobrar a massa não aperte muito para que o recheio não se espalhe para fora.
Se quiser uns palmieres mais escurinhos polvilhe com bastante açúcar de um lado e doutro.
Com uma faca afiada corte pedaços com cerca de 1 cm de largura.
Coloque a massa com as dobras voltadas para cima num tabuleiro coberto com papel vegetal, deixando espaço entre eles, e leve a assar em forno pré-aquecido a 170º até ficarem dourados e estaladiços. A meio da cozedura volte-os e deixe dourar do outro lado.
Deixe arrefecer e guarde numa caixa hermética (se sobrarem...)
 
 
 
 

27 de agosto de 2017

Um doce "até já"


 
Faz hoje 8 anos que abri este espaço e é a primeira vez que o assinalo aqui, no dia preciso do seu aniversário. É um facto inusitado, porque sou daquelas pessoas que sabe o dias dos aniversários da família e amigos, mas com frequência esquece-se no próprio dia.

Em dia de aniversário, deste oitavo aniversário, imponho-me uma reflexão: este espaço foi criado para memória futura dos sabores que nascem na minha cozinha. Nunca pensei que que fosse crescendo e que com ele acabasse por rumar entre novos sabores, novos ingredientes, novas e velhas formas de alimentação e com ele fosse crescendo o meu carinho pela comida e interesse pelo tema "alimentação" (sim, "alimentação" e não só "gastronomia"). Comecei a fazer pão (agora nem tanto), alterei alguns hábito alimentares, especialmente que no que aos pequenos-almoços diz respeito, comecei a experimentar receitas vegetarianas. Deixe-me levar pelos super-alimentos (que vou deixando aos poucos), passei por entre dezenas de blogues deliciando-me com as suas histórias e receitas. Comecei a partilhar as minhas marmitas, o que determinou um novo rumo no blogue e por causa delas publiquei um livro, o "I Love Marmita" (um dos meus sonhos de menina, daqueles sonhos que deixamos escritos em listas, era precisamente publicar um livro, mas nunca imaginei que fosse um livro de receitas). Participei em tantos desafios (este, este, este, este, este, este e este). Foi com muito carinho que recebi os convidados de uma das edições do "Convidei para Jantar" .

Arrisquei novas técnicas a pensar que iria falhar... Bom, a lista é quase infindável, mas chegou um momento em que comecei a questionar se haveria de manter ou não o blogue. É que o  cansaço da vida atraiçoa-nos, entre afazeres profissionais com cada vez mais responsabilidade, entre o necessitar de partilhar os tempos livres com a família, às tantas este espaço começa a ficar num cantinho mais à parte e a minha determinação em continuar acaba por se transformar numa obrigação, que é precisamente o que não queria conferir a este espaço: que seja uma obrigação, em vez de uma vontade. Por isso este espaço vai continuar, mas ao sabor do vento, sem amarras e obrigações. Vão encontrá-lo muitas vezes em modo de planagem e talvez outras em modo furacão. Tenho a certeza que passarei por aqui para participar em algum desafio ou para vos deixar uma partilha daquelas que nos encheu o estômago e o coração. Até lá podem continuar a ver as marmitas no Instagram e no Facebook, enquanto eu irei continuar a espreitar tantos cantinhos deliciosas dessa blogosfera que muito me inspiraram e em que continuarei a procurar inspiração.

E para não fazer deste post uma despedida, deixo-vos uma receita doce. Uma mousse de chocolate deliciosa e fácil do chef Henrique Sá Pessoa, que dispensa considerações. Vamos lá a meter a colherada:



(Fonte: "Curso de Cozinha", de Henrique Sá Pessoa)
Ingredientes:
200 gr. de chocolate de culinária de boa qualidade
3 ovos (gemas e claras separadas)
100 gr. de açúcar
3 colheres de sopa de créme fraiche (não usei)
2 colheres de sopa de água
1 café expresso frio

Preparação:
Faça uma calda com o açúcar e a água: deite os ingredientes num tachinho, leve a lume médio/forte, mexendo com uma colher de pau só até o açúcar se dissolver. Quando começar a ferver diminua  lume e deixe ferver 3 minutoes. Deixe arrefecer completamente.
Derreta o chocolate em banho-maria. Deixe arrecer um pouco e junte o créme fraiche.
Deite as gemas numa taça e bata com a vara de arames.
Deite o chocolate sobre as gemas, mexendo sempre para que o calor do chocolate não coza as gemas.
Acrescente o café e mexa bem.
Bata as claras em castelo e sem parar de bater adicione a calda de açúcar em fio.
Envolva as claras no choclate, com uma espátula, em movimentos suaves, de baixo para cima, para que as claras não percam volume.
Distribua por tacinhas e leve ao frio até solidificar.

Até Já!

24 de agosto de 2017

Curgete na frigideira em boa companhia


Com o calor a vontade de comer refeições ligeiras e rápidas, mas que sejam também nutritivas, torna-se quase imperativo. Gosto de abrir o frigorifico e a despensa e dar largas á imaginação. Os salteados de legumes são uma das refeições que mais aprecio e que me servem para os almoços de trabalho. Desta vez o ingrediente base escolhido foi a curgete, vegetal da época e que tenho sempre no frigorifico. A ela juntaram-se o grão e a massa para uma maior consistência na refeição, os tomates sumarentes e os aromas do alho e dos oregãos e a frescura do gengibre e do limão. São servidos?


Ingredientes:
Massa cozida al dente q.b. (macarrão, esparguete, etc.)
1 curgete pequena, cortada em meias luas
1 mão cheia de grão cozido
1 dente de alho laminado
1 colher de sopa de azeite
1 colher de café de gengibre fresco ralado
Sumo de limão
1/2 cebola roxa, pequena, cortada às rodelas
Tomate cereja q.b., em metades
Oregãos a gosto
Sal e pimenta a gosto

Preparação:
Numa frigideira antiaderente coloque o azeite eo dente de alho. Deixe frigir em lume brando e quando começar a sentir a frangância do alho junte a cirgete e envolva.
Deixe a curgete grelhar por alguns minutos, voltando-a ameio do tempo, até estar dourada. Não deixe cozinhar de mais, para não ficar demasiado mole.
Quando estiver pornta, acrescente o grão, gengibre ralado e envolva.
Junte a massa, a cebola roxa e o tomate cereja.
Tempere com sal e pimenta gosto, regue com sumo d elimão e polvilhe com oregãos.
Sirva quente.
 

17 de agosto de 2017

Tostas com pimento assado e requeijão



 Para este mês de Agosto, a Marta propõe que se façam umas receitinhas com pimentos. Para mim não há nada mais sublime para se fazer com pimentos que não seja uma boa salada de pimentos assados na brasa. Acho que é que por essa simples iguaria evoca em mim todo o pleno do Verão com uma boa sardinhada de S. João, mas claro que o uso do pimento carnudo, verde ou vermelho, laranja ou amarelo, não s e fica por aqui. Gosto de os ter sempre à mão para o fundo de um assado, para dar um tal sabor ao arroz, para saltear com outros legumes ou para juntar a um estufado.
 Ora, há receitas que não são receitas, que são uma junção de um punhado de ingredientes, com uma mão mestra na preparação e mais não é preciso para satisfazer. Foi com essa mestria que no fim-de-semana passado se assaram pimentos (de horta particular), um verde e um vermelho, deixando-os no ponto certo (não, não fui eu que os assei). Depois da preparação tradicional (abafar em saco de plástico, pelar sob água fria, rasgar em tiras e temperar) lá se serviu a salada e com o que havia de sobrar fez-se mais um petisco que fica bem em qualquer mesa de petiscos.
 

Ingredientes:
Fatias de pão rústico torradas
1 requeijão de Seia
Pimentos assados, já arranjados e cortados em tiras
Azeite q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Tempere os pimentos com azeite, vinagre e sal. Envolva bem.
Sobre as fatias de pão espalhe fatias de pimentos.
Polvilhe com requerijão desfeiro.
Regue com um pouco do molho dos pimentos se desejar.

 
 
 

10 de agosto de 2017

Tarte de pêra e mirtilo

 
 
Lá em casa umas das nossas sobremesas favoritas são as tartes de fruta. Tartes simples compostas por uma base de massa crocante e o recheio 100% (ou quase) de fruta, de preferencia maçã, sózinha ou acompanhada, mas quase qualquer fruta serve. Estas tartes são sobremesas sempre apreciadas por todos e fazem-se num abrir e fechar de olhos, mesmo quando preparamos nós a massa. Na verdade, o que demora mais é descascar a fruta.
E porque gostamos tanto de tartes de fruta, a Susana, do blogue "Basta Cheio", deu-me a  desculpa perfeita para correr para a cozinha e preparar mais uma tarte de fruta, tema de mais uma edição do desafio "Sweet World". A generosidade de amigos tinha-nos presenteado com uma quantidade de peras que começavam a amadurecer sem piedade, por isso, desta vez, as maçãs ficaram de lado, para dar lugar às peras que recebram a companhia dos mirtilos que tenho sempre na gaveta do congelador. Não é preciso muita imaginação para adivinhar que o sabor ficou esplendido e que esta combinação acabrá por regressar à nossa mesa.

Ingredientes:
Para a massa:
250 gr. de farinha de trigo
125 gr. de manteiga bem fria, em pedaços pequenos
85 gr. de açúcar amarelo
1 ovo
Para o recheio:
500 gr. de pêras maduras (peso depois de descascadas e descaroçadas)
1 mão bem cheia de mirtilos (usei congelados)
2 colheres de sopa de doce de mirtilo
1 colher de sopa bem cheia de farinha
1 colher de sopa bem cheia de açúcar amarelo
Geleia para finalizar
Gelado de baunilha para servir (opcional)



Preparação:
A massa:
Se possível reduza o açúcar a açúcar em pó (Bimby: 15 seg./Vel. 9) e reserve. Se não tiver robot de cozinha capaz desta tarefa use o açúcar normal.
Na taça do processador de alimentos coloque a farinha e o açúcar e junte a manteiga.  Processe até obter migalhas grossas.
Junte o ovo e volte a misturar.
Forme uma bola com a massa e guarde no frio durante 30 minutos.
(Bimby: depois de pulverizar o açúcar, acrescente os restantes ingredientes e programe 15 seg./vel. 5)
Findo esse tempo, estenda cerca de 2/3 da massa sobre uma folha de papel vegetal dando-lhe a forma circular e forre uma forma de fundo amovível com cerca de 20 cm de diâmetro (não retire o papel vegetal). Apare as bordas da massa.
Estenda a restante massa sobre uma superficie enfarinhada e com uma cortador de bolachas corte várias flores (ou simplesmente faça tiras para sobrepor em grade sobre a fruta).
O recheio:
Descasque as pêras, descaroce e corte-as em quartos. Coloque-as numa taça com água e sumo de limão para atrasar a oxidação.
Coe a água das pêras e polvilhe-as com a farinha e o açúcar. Envolva.
Barre o fundo da tarte com o doce de mirtilo.
Coloque as peras em circunferencia na massa, acomodando bem cada pedaço, com o lado concavo para baixo.
Espalhe os mirtilos entre as peras.
Coloque as flores de massa sobre a fruta. 
Leve ao formo pré-aquecido a 180º (com função ventoinha) e asse, durante cerca de 30 a 40 minutos, até a massa estar dourada e a compota borbulhar junto às laterais.
Quando estiver pronta retire do forno e pincele com a geleia derretida.
Deixe arrefecer antes de desenformar.
 
 

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