6 de março de 2015

Começar bem o dia

Estamos já no fim do 1º trimeste do ano. Os dias mais longos anunciam a Primavera e mantenho a minha decisão de tentar simplificar e organizar os meus dias. Nem sempre tenho sucesso, confesso. Há semanas que se avizinham calmas e que de repente se transformam num turbilhão de afazeres e deveres e matérias novas para analisar, por isso, pelo menos procuro começar bem o dia, com um pequeno almoço que me satisfaça.

Fiquei viciada em papas de aveia, sejam "overnight oats" ou ligeiramente cozinhadas no microondas e depois em descanso "overnight". A aveia já fazia parte do meu pequeno almoço diário, mas em  cru a acompanhar kefir ou iogurte e fruta ou em forma de granola. As papas tinha-as deixado de lado quando reduzi o consumo de leite de origem animal, porque cozinhadas com água ou chá não me sabiam bem. Entretanto ao folhear o livro "Sumos com Segredos" da Samanta MacMurray, autora do blogue Eat Love, deparei-me com uma receita de aveia com café, fruta e iogurte. Primeiro fiquei ... na dúvida: café, fruta e iogurte????? Ahhhh,  será? Porque não? Pois, porque não, experimenta-se e depois não se quer outra coisa e desde então o café tem sido a minha bebida preferida para preparara a aveia matinal: 2 colheres de sopa de aveia para 1 chávena expresso de café e outra de água ou sumo de laranja. Se as deixar em modo "overnight" prefiro os flocos finos, que absorvem melhor o liquido, mas se usar o microondas, então uso os integrais porque o calor dá-lhes a força que precisam para absorverem o café (ou qualquer outro liquido). Também as prefiro mais para o seco. O iogurte confere depois á refeição a cremosidade que gosto.


                                          Aveia com café  + abacaxi + iogurte natural


Sei que o uso do microondas não é consensual, mas não o dispenso para determinadas preparações e este é uma delas: escolho a fruta, preparo-a, polvilho com canela, cacau em pó ou outra especiaria e 1 minuto no microondas na potência máxima. Descansa 1 minuto. Junto a aveia e o liquido e mais 30 segundos a um minuto na potência máxima. A seguir descansam até ao dia seguinte. Como não gosto de pequeno-almoço completamente frio volto a aquecê-las, mas não mais que 30 segundos, senão ficam a ferver e acrescento o iogurte, de preferência natural. Ajustem as quantidades ao vosso gosto e tenham em atenção que algumas frutas largam o seu sumo quando aquecidas, como as pêras maduras,  ou desfazem-se quase em puré, como os morangos e outras bagas e bananas. Experimentem até encontrarem a vossa combinação ideal.


Aveia com café e sumo de laranja + banana + iogurte natural + canela



3 de março de 2015

Frango grelhado com salada de milho e tomate cereja - 15 dias com ... Kiko Martins



O convidado desta quinzena do "Quinze dias com..." "é um viajante e é dessas viagens que nasce a sua cozinha. Uma explosão de cores e sabores tornam-na tão rica e interessante quanto ele próprio, que mais do que uma vez largou o conforto do conhecido por uma nova aventura. Português, nascido no Rio de Janeiro, tem uma ambição: comer o mundo." Trata-se de ... Kiko Martins.

As receitas deste chefe vencem pela simplicidade. São perfeitas para uma refeição rápida, mas nem por isso pobre em nutrientes e ficam maravilhosamente nas marmitas.

(Fonte: Chef Kiko Martins)
Ingredientes:
1 peito de frango (usei um bife de frango cortado em tiras)
1 lata pequena de milho
Tomate cereja q.b.
1 lima
2 colheres de sopa de azeite
1 mão cheia de coentros
Sal q.b.
Azeite
Tabasco q.b (substituí por uma pitada de piri-piri em pó)

Preparação:
Aqueça o grelhador, tempere o frango com azeite (se usar peito de frango abra-o a meio), assim que o grelhador estiver bem quente, cozinhe o frango, deixando-o dourar de todos os lados.
Retire, tempere com sal (e pimenta e tabasco, se assim quiser).
Numa taça coloque o milho bem escorrido e o tomate cereja cortado a meio.
Tempere com azeite, sal, pimenta, raspas e sumo de lima e misture tudo.
Junte uma pitada de piri-piri (ou umas gotas de tabasco) e os coentros picados.
Sirva o frango com a salada e mais umas folhas de coentros.


27 de fevereiro de 2015

Um jantar nas estrelas




Depois de alguma ausência a Ana reabriu a padaria e com ela trouxe o "Convidei Para Jantar" de volta. Fui apanhada de surpresa pelo tema que marca a rentreé: "ailavius". Sim, aqueles "ailavius" ou "ailabius" à moda do Norte, que nos fizeram suspirar na adolescência. Confesso que fiquei bastante indecisa, porque sempre tive os meus ídolos, sim, mas não nenhum tão em particular que me levasse a suspirar e a comprar todas as revistas onde aparecesse. Era, assim, mais de fantasias. A realidade cá e a fantasia lá com os meus ídolos. Como adorava ver televisão e sonhar com aventuras, foi aí que recaiu a minha escolha, inspirada por uma noticia que me fez regressar um bocadinho á adolescência.

***

Terá Rita Redshoes fotografado um ovni a pairar sobre a Serra do Pilar? A noticia começou com uma inocente fotografia da minha tão linda cidade do Porto e da não menos bonita ribeira de Gaia publicada por Rita Redshoes na sua página do facebook. Na foto, junto à Serra do Pilar vêm-se três pontos luminosos no céu que depressa suscitaram a dúvida sobre o que seriam e a hipótese de um OVNI rapidamente se colocou, iniciando-se o habitual arraial de comentários entre crentes e não crentes que estas matérias costumam suscitar.

Eu sorrio. Não, não sou daquelas pessoas que crê que estamos sós na imensidão deste Universo de quem ninguém conhece os limites e que nos permite a fantástica experiência de admirar a luz de estrelas que já morreram. Sim, já pensaram nisso? O tempo no espaço mede-se em anos luz, por isso quando uma estrela nasce ou morre a noticia só nos chegas muitos anos luz depois. Sorrio também porque se agora admito a hipótese de vida para além da Terra, na minha adolescência, que atravessou os fantásticos anos 80, não era uma hipótese. Era uma certeza. Ora, esses anos 80 passeio-os entre os estudos, as leituras (lia avidamente todos os livros que me caiam nas mãos, literalmente, desde "Os Cinco"  a "Madame Bovary"), a música  (ainda guardo cassetes com as musicas que gravava da rádio) e a televisão e aqui, claro, no topo da eleição estavam as séries de ficção cientifica que exacerbavam  a minha imaginação. Não era miúda daqueles "ailabius" de andar sempre a suspirar e a beijar os posters que colava na parede do quarto (atrás da porta, só), mas tinha a minha quantidade de ídolos entre artistas do pequeno e do grande ecran e artistas musicais e  entre uns e outros os primeiros ganhavam aos pontos. Talvez porque estivessem no patamar da fantasia e para mim fizesse mais sentido suspirar "ailabius" por personagens em vez das pessoas que os encarnavam, já que essas estavam definitivamente longe, muito longe, da minha realidade.

Estava eu de volta dos tachos, com estes pensamentos e memórias, sorrindo para comigo (lá estou eu a sorrir), quando a Nikita começou a cheirar por baixo da porta de entrada e a rosnar ligeiramente. Ora, a Nikita não rosna, por isso o que é que se passa? Começo a ouvir passos, um estranho som quase metálico, depois mais passos. Naturalmente assustada chamo o D. e entretanto fez-se silêncio. A Nikita deixa de rosnar e começa a abanar a cauda.  A campainha toca. O D. abre a porta cautelosamente, deixando a Nikita à vontade, ela tem reações tão prontas e expressivas que corre com qualquer um. Lá fora dois sujeitos de fatiotas estranhas (mas o carnaval já não passou?)



   - Please, don`t be affraid! We are in peace!

Arregalo os olhos: Capitão Apollo? What!? Am I going crazy? Estarei a enlouquecer? Olho para o D. e pela expressão dele vejo que não, não estou louca. Acabamos por ouvir o que nos tinham para dizer: como eu sabia (sim, eu sabia), tinham feito uma longa jornada em busca do nosso planeta. A terra prometida para os sobreviventes da guerra contra os Cylon, a quem, finalmente, haviam derrotado. Mas alguns desses seres terriveis tinham também conseguido alcançar o planeta Terra e embora tivessem conseguido capturá-los quase todos, havia ainda um foragido que se atrevera a passar pelo nosso jardim. Apollo e Starbuck  vinham no seu encalço e Apollo havia ficado para trás para  nos avisar para termos cuidado. Entretanto, Starbuck aparece, ofegante, tinha recebido a comunicação via rádio de que o malvado Cylon havia sido encontrado e capturado. Regozijaram-se de alegria e como o dia começava a cair e os meus heróis pareciam cansados, acabamos por os convidar para jantar, afinal o arroz já estava no forno e que melhor que um prato quente para recuperar forças.


Desculpei-me pela simplicidade da refeição, a verdade é que não estava à espera de convidados, mas ainda bem que nessa noite o jantar era um prato farto. D. levou-os para a sala, sempre seguidos pela Nikita aos saltos, serviu-lhes um Porto, que apreciaram e começaram a contar as suas aventuras em busca desta colónia de humanos chamada Terra, confessando que quase haviam perdido a esperança quando a nave Battlsestar Galactica teve uma avaria no seu sistema de navegação e acabou por entrar neste sistema solar. Foi um mero acaso, mas um feliz acaso. "Mas que feliz acaso!!" pensei eu, ter o capitão Apollo (Richard Hatch) sentado na minha sala de estar ... Entre o sentido de humor sempre espirituoso de Starbuck (Dirk Benedict) e o cavalheirismo de Apollo, passamos umas agradáveis horas de conversa. Estávamos siderados com o que nos contavam acerca de outros mundos. Chegou a hora de partirem. Agradeceram o jantar e a hospitalidade. Tinha sido um começo auspicioso, disseram. Agora tinham que se reunir com os demais sobreviventes e procurar, no nosso planeta, um lugar para recomeçarem. Afinal sempre tinha sido esse o objectivo da grande viagem. Desejamos-lhe sorte e esperávamos que conseguissem ter aqui a melhor das vidas. Desapareceram, a pé, pela rua, sem saber que as suas aventuras já eram conhecidas e que até tiveram honra de foto na parede do quarto de uma adolescente. O céu estava limpo e estrelado. Hum...quanta vida poderia haver para além das estrelas?  



Arroz de Pota*Ingredientes:
1 tentáculo de pota grande ou 2 pequenos congeladas (e previamente descongeladas)
1 copo de vinho tinto
1 folha de louro
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho, pelado e esmagado
1 cenoura pequena, descascada e cortada em cubos
1 tomate maduro, pelado e sem sementes
1/2 chávena de miolo de camarão (previamente descongelado)
100 gr. de ervilhas congeladas
1 chávena de arroz
2 chávenas de liquido (água da cozedura+água quente)
Azeite q.b.
Sal q.b.
Salsa para servir



Preparação:
Comece por cozer a pota na panela de pressão, juntamente com o vinho e a folha de louro. Conte cerca de 20 minutos a partir do momento em que o vapor começa a soltar-se. Deixe sair todo a pressão da panela antes de a abrir (coloque a panela debaixo de uma torneira com água fria a correr durante uns segundos, feche a torneira e depois retire a "bailarina", sempre com cuidado, claro, para soltar o resto da pressão e abra a panela), verifique se está cozido. Reserve o liquido da cozedura.
Corte os tentáculos em pedaços pequenos. Reserve.
Pré-aqueça o forno a 180º.
Num tacho aloure, num fio de azeite, a cebola, o alho, a cenoura e os camarões. 
Quando a cebola estiver translucida, junte o tomate e deixe refogar mais uns minutos, envolvendo e esmagando, com a colher de pau, os pedaços maiores, acrescente um pouco do liquido da cozedura reservado e deixe fervilhar.
Acrescente então a restante água e deixe, novamente, levantar fervura.
Junte a pota e as ervilhas. As ervilhas congeladas vão baixar a temperatura da água, por isso deixe ferver mais uma vez antes de acrescentar o arroz, que deverá envolver delicadamente.
Deixe ferver em lume médio alto por 2 ou 3 minutos.
Transfira o arroz para uma travessa de forno (ou use desde o inicio um tacho que possa ir ao forno) e leve a acabar de cozer no forno.



21 de fevereiro de 2015

Projecto marmita - Semana 7/2015

E assim se continua a marmitar, desta vez o cozido, que servi em casa no almoço da terça-feira de Carnaval, deu uma pequena contribuição. Sendo um prato de barrigas fartas fez logo com que na quarta-feira  a seguir quisesse antes uma refeição bem mais leve, mas depressa voltou à cena para temperar umas acelgas salteadas e fechar a semana apresentado de modo bem leve, quase de dieta.

Aproveito para deixar algumas dicas quanto ao aproveitamento de refeições confecionadas, porque aproveitar sim, mas não é necessário comer comida estragada ou já "passada":
1- Devem ser bem acondicionadas no frio. 
2 - Evitem aquecer e reaquecer, tirem antes a porção que vão consumir e aqueçam-na.
3 - Mesmo com um bom frigorífico evitem guardar as refeições por muito tempo. O meu prazo é de 3 dias. Depois desse tempo é bem possível que comece a sentir alteração de sabor (tudo depende da refeição, claro) . Se previr que não a vai consumir nesse espaço de tempo, congele. Aliás, faça-o de imediato se tiver a certeza que não vai mesmo comer aquela refeição nos próximos 3 dias. É preferível descongelar depois. Por vezes estendo esse prazo quando se trata de sopa (normalmente a quantidade que cozinho dá para mais 4 refeições), mas verifique se não azedou (o cheiro é característico) e se tiver duvidas, ferva-a.

Segunda-feira
Sopa de feijão verde e cenoura + Quinoa com alho francês e camarão + Tiramissu

Quarta-feira
Sopa de feijão verde e cenoura + Salada de rúcula, tomate, manga e queijo fresco


Quinta-feira
Creme de agrião e ervilhas + Acelgas salteadas com morcela, farinheira e ovo escalfado

Sexta-feira
Creme de agrião e ervilhas + Cozido (apenas vitela, arroz e couve)


20 de fevereiro de 2015

Tiramissu de laranja



É tempo de festa. No "Doces em Casa" festeja-se o terceiro aniversário e o convite para a festa pede que nos apresentemos com um doce que tenha pelo menos um dos seguintes ingredientes: chocolate, pimenta, canela ou champagne. A escolha certeira para mim caiu no chocolate que uso com parcimónia num tiramissu de aroma citrico. 

Esta sobremesa não reúne o consenso lá em casa, mas de vez em quando não resisto em servi-la e desta vez a culpa foi da Niki Segnit e do seu "Dicionário de Sabores" em que descreve a clássica parelha do café e laranja (tão tipico do pequeno-almoço) e sugere um tiramissu feito com um licor de laranja cuja descrição me deixou também a sonhar, mas enquanto não arrisco fazer o licor, fico-me pelo tiramissu e uso um licor de laranja à base de rum que nos foi oferecido em tempos. Para a receita, que seja qual for a versão é sempre simples, não resisti em seguir a do blogue "Be Nice Make a Cake", mais simples ainda.



Ingredientes:
Biscoitos de champagne q.b.
200 ml de café forte e frio
500 gr. de mascarpone
140 ml de licor de laranja
4 colheres de sopa de açúcar
1 vagem de baunilha
Raspa e sumo de 1 laranja
Chocolate negro para ralar e polvilhar ou cacau em pó

Preparação:
Adoce o café com 2 colheres de sopa de açúcar e molhe os biscoitos de Champagne no café e coloque-os em camadas numa travessa de vidro.
Numa taça bata o mascarpone com o restante açúcar.
Abra a vagem de baunilha no sentido do comprimento e raspe as sementes com uma faca. Junte-as ao mascarpone e envolva.
Sem parara de mexer comece a acrescentar o licor, em fio, até conseguir um creme com uma textura lisa e brilhante. Junte algum sumo da laranja, se necessário.
Espalhe o creme sobre os biscoitos e polvilhe com chocolate ralado e a raspa da laranja.
Leve ao frio até ao momento de servir.

Gosto assim, num remoinho de sabores entre o biscoito, o creme e o chocolate da cobertura. 


16 de fevereiro de 2015

Estufado de grão, acelgas e batata doce



Penso que todos nós gostamos de uma boa refeição de "comfort food". Pode ser uma refeição que nos faça regressar aos lugares felizes e seguros da nossa infância e juventude ou uma refeição que em nada nos faça lembrar esses tempos, excepto o sentimento de que se cumpriu o que se espera de uma boa receita: que nos deixe satisfeitos e com a sensação de que se alguma coisa correu mal naquele dia, ficou nada sanada e que nada mais nos poderá tirar o sorriso de satisfação, pelo menos até ao dia seguinte.

Ingredientes:
1 batata doce grande, descascada e cortada em cubos
1/2 pacote de acelgas congeladas, previamente descongeladas e escorridas
1 lata de grão, escorrido
1 cebola pequena, em meias luas
1 dente de alho, picado
1 colher de café de sementes de alcaravia
Azeite q.b.
Sal q.b.



Preparação:
Esmague as sementes de alcaravia.
Num tacho larga refogue a cebola, o alho e as sementes, em lume médio/baixo, até a cebola ficar translucida.
Junte o grão, mais algum azeite, se necessário e salteie por um ou dois minutos.
Acrescente as acelgas e abatata, envolva, deixe refogar um pouco e acrescente água, cerca de 1/2 copo. Tempere de sal e deixe cozer em lume brando até a batata doce estar cozida, mas firme.
Se necessário acrescente um pouco de água.
Sirva assim ou acompanhe com fatias de pão rústico ou um ovo escalfado.

14 de fevereiro de 2015

Projeto Marmita - Semana 6/2015

Fevereiro trouxe-nos o frio, mas se se confirmar o ditado "Senhora das candeias a chorar, o Inverno está a passar", não será por muito mais tempo. Por aqui alterno as refeições de saladas, com outras mais substanciais. A sopa sempre presente, claro, valendo-me por vezes de alguma que esteja no congelador. O jantar serve também de mote para o almoço do dia seguinte e quando nada improvisa-se ou recorre-se ao congelador.  

Segunda-feira
Sopa de couve e feijão + Carne assada com couve salteada (do almoço de Domingo e de que sobrou ainda um pedaço pequeno de carne que fatiei finamente e congelei).

Terça-feira
Sem marmita.

Quarta-feira
Sopa de couve e feijão + Nugets de peixe e quinoa (os ultimos que estavam no congelador) com salada de beterraba, laranja, agrião e nozes.

Quinta-feira
Sopa de couve e feijão + Fêvera panada com esparguete (do jantar ... uma delicia)

Sexta-feira
Creme de agrião e ervilhas (congelador) + Arroz de pota no forno (congelador) + Maçã assada (a sobremesa da moda lá por casa, assam-se às meias dúzias e vão-se comendo)

12 de fevereiro de 2015

Creme de agrião e ervilhas




Embora nem sempre consiga participar no desafio quinzenal do grupo "Quinze Dias com o Chef...", não deixo nunca de fazer uma incursão pelas páginas dos chefes sugeridos e marcar duas ou três receitas para fazer e que quase sempre acabam por ficar em lista de espera, mas acredito que por aí também existam listas infindáveis de "receitas a experimentar", mas não faz mal, porque pelo caminho fiquei a conhecer chefes que não conhecia e receitas muito inspiradoras.

Ora, esta quinzena o chefe eleito foi o britânico James Martin e como sempre comecei por pesquisar algumas das receitas que se encontram publicadas na internet e fiz a minha seleção. Uma passagem por Paços de Ferreira, no Sábado de manhã, ditou a escolha definitiva: no largo junto à "Casa da Eira" estavam algumas bancas de produtores com frutas e hortícolas, e já sabem como é, blogger que goste de comida e que se preze não vira as costas a feiras destas, por isso lá fui e uns agriões verdejantes e bem frescos piscaram-me o olho. Sopa seria. Aos agriões juntar-se-iam as ervilhas e a sopa seria verde e cremosa, mas com algumas alterações, claro. Além da quantidade dos ingredientes que usei em função do que tinha, substituí a manteiga pelo azeite e omiti as natas. Eu sei que a manteiga e as natas tornam as sopas mais cremosas, mas eu associo a sopa à categoria de comida muito saudável, por isso o que é que a manteiga e as natas estão lá a fazer? Eu até já experimentei sopas que tinham o leite e o vinho como ingredientes e este creme bem português também não é o exemplo do mais saudável, mas desculpem-me, até posso estar a ser obtusa, mas comer sopa com sentimento de culpa não....antes uma tablete de chocolate.



Ingredientes:
100 gr. de salsa (usei um punhado de folhas)
400 gr. de agrião (1 molho com cerca de 170 gr.)
50 gr. de manteiga (substituí por 1 fio de azeite)
1 cebola, picada
2-3 dentes de alho, picados
400 gr. de ervilhas congeladas (usei 170 gr.)
1 litro de caldo de legumes ou 1 cubo de caldo de legumes (caseiro, de preferência) e 1 litro de água
100 ml de natas (não usei)
Sal e pimenta q.b.

Preparação:
Se usar o cubo de caldo de legumes, comece por o dissolver em água quente. Reserve.
Aqueça metade da manteiga numa panela, em lume médio. Acrescente a cebola e os alhos e deixe refogar lentamente, até estarem macios, durante cerca de 3 a 4 minutos.
Junte o agrião, as ervilhas, a salsa e o caldo quente, deixe ferver e, de seguida, reduza o lume e deixe ferver por mais 3 minutos ou até as ervilhas estarem tenras e brilhantes.
Acrescente as natas (não usei) e triture com a varinha mágica.
Tempere com sal e pimenta moída na hora e misture a manteiga que sobrou até derreter (saltei esta parte).
Sirva a sopa e para guarnecer use rebentos de ervilhas, agrião bébé, croutons ou bacon grelhado e  azeite.

7 de fevereiro de 2015

Projecto Marmita - Semana 5/2015

Começamos Fevereiro com uma sopa bem aconchegante de abóbora manteiga assada e como o forno esteve de serviço, aproveitei para assar algumas beterrabas que foram sendo, depois, usadas nas saladas (almoço e jantar) ao longo da semana variou-se o menu, sem esquecer os legumes como acompanhamento.

Segunda-feira
Creme de abóbora assada + Salada de beterraba, laranja, espinafres, feijão branco e trigo sarraceno com vinagrete de laranja e balsâmico




Terça-feira
Creme de abóbora + Salada (cenoura e beterraba raladas, maçã, couve roxa e tomate) + Massa com carne e grão (de refeição anterior)


Quarta-feira
Creme de abóbora assada + pataniscas "do que há" (sobras de peixe assado e couve salteada que o acompanhou) + Salada de rúcula, tomate, cenoura, beterraba e couve roxa com vinagrete de tangerina.

Quinta-feira

Creme de abóbora assada + Caril de tofu com arroz árabe + Salada com vinagrete balsâmico

Sexta-feira
Creme de aipo (a última sopa do congelador) + Salada morna de pota, cebola, curgete, milho, tomate e trigo sarraceno - a pota veio do jantar de véspera e em pouco mais que 15 minutos saltearam-se uns legumes, a que se juntou também uma porção de trigo sarraceno que estava já cozido.

5 de fevereiro de 2015

Codornizes estufadas


Não há "bichinho" que mais me custe fotografar que as codornizes. Têm sempre um ar enfezado e ficam com aquelas patitas irritantes espetadas (da próxima vez vou ter mesmo que as amarrar...), mas são tão saborosas que não há estética que lhes resista.
Já as fizemos fritas, mas estufadas são, para mim, a melhor maneira de as servir. Pena foi não termos comprado mais, porque se mais houvera, mais comíamos. Ah, e não se esqueçam de uma boa fatia de pão para acompanhar o molho.



Ingredientes:
4 codornizes
2 a 3 dentes de alho
2 folhas de louro
1/2 copo de vinho branco
Polpa de tomate a gosto
1 cebola
4 rodelas de chouriço
Bacon em tiras, a gosto
1 colher de chá de Maizena
1/4 de couve roxa
Sal q.b.
Azeite q.b.
Piripiri a gosto

Preparação:
Tempere previamente as codornizes com alho em lâminas, 1 folha de louro, sal e o vinho branco e deixe repousar nesta marinada durante algumas horas.
Faça um refogado com a cebola cortada ás rodelas, um dente de alho, piripiri , uma folha de louro partida a meio, o chouriço e o bacon.
Quando a cebola começar a ficar transparente, juntar as codornizes, a que deu alguns golpes, pequenos, no peito e costas (para absorverem melhor os sabores do estufado).
Dissolva a farinha  no liquido da marinada e junte-o ao tacho*, bem como a polpa de tomate.
Deixe cozinhar em lume brando, até as codornizes começarem a alourar. Se necessário, acrescente água para não secar. 
Quando estiverem tenras, verifique se tem molho suficiente. Se necessário acrescente mais água, retifique os temperos, deixe apurar mais uns minutos e junte a couve roxa.**

* A farinha vai ajudar a engrossar o molho, mas em vez de a desfazer pode envolver as codornizes na farinha antes de as juntar ao tacho.

**A couve roxa surpreendeu neste estufado, ligou muito bem com todos os sabores, mas deve apenas levar uma leve fervura e ser servida imediatamente, caso contrário vai começar a ficar azul.
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