27 de março de 2015

Bolachas de amêndoa e laranja



"Vamos fazer bolachas?" Perguntou a Manuela do blogue "Cravo e Canela". Sim, digo eu. Vamos recomeçar a fazer bolachas. De todos os sabores e feitios, para termos sempre um frasco cheio delas, prontas a satisfazer aquele desejo pequenino por uma coisa doce. E assim inauguro a minha participação neste grupo e que, ainda por cima, não é uma participação tão fácil quanto imaginei. 

O tema deste round-up é "bolachas sem gluten". Ok. Bolachas de aveia? Ou de amêndoa? Vou lendo aqui e ali à procura de inspiração: uns dizem que não é só substituir as farinhas, que tem que haver um elemento aglutinador senão as bolachas vão ficar secas. A aveia, afinal, pode não ser isenta de gluten. Continuo a procurar alternativas: farinha de milho, arroz e soja. Começo a ler os rótulos: "pode conter vestigios de gluten", então como é isso???? Pois, é que o tratamento e embalamento destes produtos se faz nas mesmas fábricas e armazéns em que é feito o tratamento e embalamento do trigo... Procuro receitas em sites estrangeiros e são imensas, mas lançam mão de farinhas pré-preparadas para bolos e bolachas, que por cá também já se encontram, mas que, vá lá, tiram toda a piada à coisa de fazer bolachas (é como as farinhas para a máquina do pão, são fáceis de preparar, um instantinho e até temos um pão saboroso, mas não é a mesma coisa que fazermos as nossas misturas). 
Conclusão: seja por opção ou porque assim o impõe a saúde, viver sem gluten não é fácil e definitivamente, não é barato.
Acabei por regressar aos inícios do blogue e redescobrir uma bolachas da Leonor Sousa Bastos, do lindíssimo "Flagrante Delicia", fiz algumas alterações que lhe deram um aspecto bem diferente, mas que são muito saborosas. Juntem-nas a um punhado de framboesas e vão ter um contraste de fazer estalar o palato de felicidade.



(Fonte: "Flagrante Delicia", de Leonor Sousa Bastos)
Ingredientes:
1 clara de ovo
60 gr. de açúcar em pó
50 gr. de amêndoa moída
Raspa de uma laranja pequena
1 colher de chá de sumo de laranja
2 colheres de chá de Maizena

Preparação:
Misture a clara de ovo e o sumo de laranja com o açúcar.
Junte a amêndoa e a raspa de laranja e, de seguida, a Maizena, mexendo bem.
Distribua a massa, em colheradas de 5/6 gr. cada, por formas com cerca de 5 cm (usei uma forma de silicone para queques).
Coza em forno pré-aquecido a 180º por cerca de 10 minutos.
retire do forno, desenforme e deixe arrefecer sobre uma grade de pastelaria.

26 de março de 2015

Sopa de abóbora com "Coconut Sambal"




Nesta quinzena com a chefe Annabel Langbein fez-me já ir para a cozinha e preparar duas receitas. Ambas diferentes do meu menu habitual, quer pela forma de preparar, quer pelos ingredientes exóticos que não uso habitualmente nos meus pratos salgados. A primeira foi um peru (frango no original) escalfado numa água bem aromatizada e que podem ver aqui. A segunda é esta sopa de abóbora e côco com uma guarnição típica da cozinha asiática. Sabores de que se aprende a gostar...sem muita dificuldade.


(Fonte: Annabel Langbein)
Ingredientes:
1 abóbora média (com cerca de 1,2kg), descascada e cortada em cubos
1 cebola, picada
2 dentes de alho, esmagados
1 colher de sopa de açúcar castanho
2 colheres de sopa de azeite
2 chávenas de água
400 ml de leite de côco (em lata)*
1 a 2 chilis, frescos ou secos, finamante picados (usei um pouquinho apenas
1/2 colher de chá de raspa de limão
1 colher de sopa de molho de peixe (não usei)
Sal e pimenta preta q.b. (não usei a pimenta)
1/4 chávena de folhas de coentros ou salsa, picadas

Para o "Coconut Sambal" (opcional):
2 dentes de alho, esmagados
1 mão cheia de folhas de coentros
1/2 chávena de amendoin torrado
rraspa de 1/2 lçmão
1 chili vermelho, picadinho
1/4 chávena de coco desidratado, tostado **



Preparação:
Tradicional:
Aqueça o azeite numa panela e em lume brando cozinhe a cebola, o açúcar e o alho até ficarem macios, cerca de 8 a 10 minutos.
Junte os restantes ingredientes, excepto os coentros, e coza durante cerca de 20 minutos, até a abóbora estar macia. 
Triture grosseiramente (eu gosto das sopas bem passadas), ajuste o tempero e acrescente as folhas de coentros.
Sirva com o sambal de coco, que se prepara desta forma:
Junte o alho, os coentros, os amendoins, a raspa de limão e o chili no processador de alimentos e triture. Misture o coco. 
Pode guardar no frigorífico até 3 semanas.
Bimby:
No copo coloque a cebola, o açúcar e o alho. Programe 5 minutos/100º/vel.2
Junte os restantes ingredientes, excepto os coentros, e programe 20 min./100º/vel. 1.
Triture grosseiramente, mas como eu gosto da sopa bem passada triturei no modo normal: vel. 3-5-7.
Sirva com o sambal de coco, que se prepara desta forma:
No copo bem limpo e seco da Bimby junte o alho, os coentros, os amendoins, a raspa de limão e o chili e triture 10 segundos/vel. 5. Misture o coco. 
Pode guardar no frigorífico até 3 semanas.



*Para fazer o leite de côco:
junte no copo da Bimby coco ralado e água mineral na proporção de 1 para 6, ou seja para 1 chávena de coco ralado, 6 de água, por exemplo. Eu usei 1/4 de chávena, que me rendeu cerca de 400 ml de leite. 
Programe 100º/vel. 4/ 6 minutos. 
No fim tritire 30 segundos/vel. 8.
Coe num passador de rede fina ou utilize um pano para o efeito e esprema bem.
O coco perde parte do seu sabor, mas o que resta pode ainda ser utilizado em pães e bolos, por exemplo.

23 de março de 2015

Pudim de chia com bebida de aveia e chocolate



Mais uma receita simples e saudável que pode servir para um pequeno-almoço ou um lanche.

(Fonte: "As Receitas da Mafalda", de Mafalda Pinto Leite)
Ingredientes:
3 chávenas de bebida vegetal de aveia com chocolate
1/2 chávena de sementes de chia
Fruta a gosto (usei abacaxi) e iogurte grego* para servir
Cacau em pó para polvilhar

Preparação:
Misture os ingredientes num copo de litro e misture.
Nos 5 a 10 minutos seguintes volte a agitar de vez em quando para que as sementes não colem.
Deixe no frigorifico por 4 horas ou de um dia para o outro.
Sirva com fruta e iogurte grego.

19 de março de 2015

Trigo sarraceno com espigos


Quando era criança em casa dos meus pais havia um quintal, dividido em seis talhões, um para cada vizinho. No nosso espaço tínhamos um galinheiro e uma coelheira, que nem sempre estavam ocupados e quanto á terra, dependia um pouco da disponibilidade e vontade da minha mãe, mas por vezes lá saiam umas cebolas, alhos e feijão verde. O que nunca faltava era erva-cidreira e couve galega, sim, a do caldo verde e que agora lhe foi reconhecido um super estatuto nutricional. A sopa que mais se comia, era, por isso, o caldo verde ou a "sopa de couve esfarrapada". Quanto aos espigos ou grelo de couve, acho que iam para as galinhas e só muito mais tarde os comecei a usar principalmente no arroz.
Este fim-de-semana, como nos tinham oferecido alguma couve galega, além da sopa da minha infância, pensei em usá-la para a marmita e se o pensei, melhor o fiz. Estava a pensar cozer um pouco de trigo sarraceno para variar as refeições e então pensei porque não juntar os dois e em vez de arroz de espigos fazer um trigo sarraceno de espigos. Abençoadas as hortas e quem as cultiva e partilha estes tesouros.


Ingredientes:
1/2 chávena de trigo sarraceno
1 chávena de água (podem aproveitar a água de cozedura dos espigos)
Espigos (se não tiverem muitos, podem acrescentar couve)
1 cebola roxa, finamente fatiada
1 dente de alho, fatiado
3 tomates cereja, cortados em metades
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Coza os espigos em água e sal até ficarem tenros. Coe, reserve a água para cozer o trigo sarraceno e passe os espigos por água fria para pararem de cozer.
Toste ligeiramente o trigo sarraceno numa sertã e transfira para um tacho, cubra com a água e assim que levantar fervura reduza o calor para o minimo e deixe cozer por 15 minutos.
Novamente na sertã, deite um fio de azeite, o alho laminado e a cebola fatiada, deixe refogar ligeiramente até a cebola começar a ficar translucida e junte os espigos (corte os caules a meio se necessário). 
Tempere com um pouco de sal.
Deixe saltear em lume médio, mexendo sempre com a colher de pau, durante 4 a 5 minutos.
Junte o trigo sarraceno e os tomates e envolva. 
Deixe mais uns minutos em lume médio até os tomates amolecerem um pouco. 
Prove e retifique o sal.
Sugestão para servir: acompanhe com ovo escalfado.

17 de março de 2015

Bolo de laranja à la Pierre Hermé


Esta é quinzena do chef Pierre Hermé, o guru da pastelaria. Quando vi a escolha da Susana para este "Quinze dias com ...." senti-me intimidada, confesso, mas acabei por encontrar, para lá dos famosos macarons (não, não me parece que algum dia me atreva a fazer macarons em casa, mas não me importava nada de provar os do Pierre) algumas receitas simples, bem simples aliás, para experimentar. O bolo escolhido é, no original, de limão, mas há tanta laranja lá por casa que a substituição do aroma teve que se impor.
Por fazer, por enquanto, ficará o bolo original no seu melhor aroma de limão, o creme para uma tarte de limão, o bolo de chocolate, a famosa mousse de chocolate, estes iogurtes que me deixaram fascinada (alguém sabe onde comprar xarope de rosas?) e tantas, tantas outras.

Ingredientes:
Para o bolo:
200 gr de açucar
Raspa de 2 laranjas
180 gr de farinha com fermento (usei sem fermento)
1/2 col chá fermento (usei 1 colher de chá)
65 gr de mateiga derretida
95 gr de craime fraiche ou natas
1 pitada de sal
3 ovos
Para a calda:
Sumo de 3 laranjas
80 gr. de açúcar (usei só 5 colheres de chá)



Preparação:
Misture a raspa das laranjas com o açúcar.
Acrescente os os ovos e bata até misturar bem.
Acrescentar as natas com a pitada de sal  e envolva.
Junte alternadamente a farinha com o fermento e a manteiga.
Verta a massa numa forma rectangular e leve a cozer em forno pré-aquecido a 160º por 1 hora (50 minutos foi quanto bastou no meu forno).
Quando o bolo estiver quase pronto prepare a calda, juntando o sumo e o açúcar num tachinho. Leve a lume médio/forte e deixe ferver por 10 minutos.
Faça o teste do palito para verificar se o bolo está cozido, retire do forno e desenforme.
Com um palito faça furos no topo do bolo e regue com a calda.
Sirva frio.

13 de março de 2015

Bebida de avelã



Já desde o ano passado, pelo menos,  que começaram a aparecer pela blogosfera receitas de bebidas vegetais preparadas em casa. Fiquei curiosa, mas fui adiando o momento para experimentar. Entretanto, em casa entraram os livros da Mafalda Pinto Leite "As Receitas da Mafalda" e da Gabriela Oliveira "Cozinha Vegetariana", ambos com versões muito tentadoras destas bebidas (e outras coisas mias) e no fim-de-semana passado resolvi dar uso a umas avelãs que por lá andavam. Pedi ao meu sous-chef D. que as partisse até ter uma chávena delas e tive uma bebida deliciosa para fazer as "overnight oats" nos dias que se seguiram.


Ingredientes:
1 chávena de avelãs com pele, em cru, ou seja, não tostadas
3 chávenas de água mineral
1 ameixa seca sem caroço (ou 2 tâmaras)
1 pitada de sal



Preparação:
Demolhe as avelãs em água durante a noite.
Coe e coloque as avelãs, a ameixa e 1 chávena de água num processador de alimentos ou liquidificadora e triture (Bimby: 10 segundos/vel. 5).
Acrescente a restante água e triture novamente durante 1 a 2 minutos (Bimby: 1 mim./Vel. 8).
Coe, usando uma peneira fina.
Guarde o liquido em frascos esterilizados durante 3 no máximo no frigorífico. 
Guarde o granulado de avelã que ficou depois de coar o leite e use em receitas de pão e bolos ou numas bolinhas que parecem deliciosas do livro da Gabriela.




12 de março de 2015

Caracóis de maçã e passas



São um dos mimos das tarde de fim-de-semana preferidos, além dos clássicos bolo de laranja ou bolo de iogurte. sabem melhor nos dias mais frescos, acompanhados de uma chávena de chá bem quente, mas abrindo o sol podemos faz~e-los mais pequenos e trocar-lhe o recheio por uma fruta de Verão, como as ameixas ou pêssegos ou até por uma compota de frutos vermelhos.

(Fonte: "200 receitas de pão")
Ingredientes:
Para a massa
2 ovos
175 ml de leite
2 colheres sopa de manteiga, à temperatura ambiente
1/2 colher de chá de sal
250 gr de farinha T65
250 gr de farinha de Kamut (Myprotein)
50 gr de açúcar
1 1/4 de chá de fermento seco
Para o recheio:
400 gr de maçã para cozer
1/2 chávena de passas demolhadas em vinho do Porto
4 colheres de sopa de acúcar
Cobertura:
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de leite
Açúcar em pó para polvilhar (não usei)



Preparação:
Coloque os ingredientes para a massa na cuba da máquina de fazer pão, pela ordem indicada pelo fabricante e escolha o programa "massa".
Entretanto prepare o recheio: corte as maçãs em cubos e ponha numa caçarola com sumo de limão, água, açúcar e as passas juntamente com o vinho do Porto.
Deixe cozer em lume brando até a maçã amolecer e as passas incharem.
Quando a máquina de pão terminar o ciclo, retire a massa para uma superficie enfarinhada e estenda-a num rectangulo com 38cmx30cm, barre com o recheio e enrole, começando por um dos lados mais compridos.
Corte  a massa em 12 fatias grossas e disponha, com os lados cortados para cima, em três filas de 4 caracois, num tabuleiro com 30cmx20cm, previamente untado com manteiga ou spray Espiga.
Cubra com película aderente, sem apertar, e deixe levedar num local quente por 30 minutos (normalmente deixo dentro do forno ou do microondas).
Findo esse tempo, retire a película e asse a 180º, durante 20 a 25 minutos ou até ficarem dourados e o caracol central soar oco quando lhe bater.
Quando estiverem quase prontos faça a calda: misture o leite e o açúcar até este se dissolver e  deixe ferver 1 minuto. Pincele sobre o pão quente.
Polvilhe com açucar em pó.

10 de março de 2015

Bacalhau assado com crosta

Ah, o nosso amigo bacalhau há quanto tempo não se vinha juntar á nossa mesa. E que saudades. Para celebrar este regresso tinha mesmo que ser um sumptuosa, mas nem por isso menos simples, assado. A crosta deu-lhe um sabor maravilhoso e as batatinhas assadas com a pele são sempre o melhor acompanhamento. Sirvam-se e com o que sobrar, não se façam rogados e voltem a servir numa "embrulhada de ingredientes" que o bacalhau é assim mesmo, presta-se a 1001 brincadeiras.


Ingredientes:
1 posta alta de bacalhau (já demolhado) por pessoa
1 cebola, às rodelas
1 pimento verde, em tiras
2 dentes de alho, esmagados
1 folha de louro grande
Batatas novas q.b.
1/2 couve lombarda
1 mão cheia de vagem (feijão verde), sem as pontas e os fios laterias
2 fatias grossas de broa de avintes
3 a 4 azeitonas descaroçadas
1 rodela de chouriço
1 dente de alho, descascado e esmagado
1 mão cheia de folhas de salsa
Sal q.b.
Azeite q.b.



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Coza as batas com a pele, em água e sal, só até conseguir espetar a ponta de uma faca afiada e retirá-la suavemente. Coe, passe por água fria, com cuidado para manter a pele intacta e reserve.
Coza a couve e o feijão verde, al dente. Coe e reserve.
Cubra o bacalhau com água e leite em partes iguais e leve a levantar fervura em lume médio, assim que se começarem a formar bolhas, desligue e deixe 10 minutos em repouso. 
Entretanto, leve a alourar numa sertã, a cebola, o pimento, os dentes de alho e folha de louro, até a cebola amolecer, ganhando alguma cor, mas sem queimar.
Prepare a crosta: no processador de alimentos junte a broa em pedaços, as azeitonas e o dente de alho e triture (Bimby: 5 segundos/velocidade 5). Raspe as laterais do copo, empurrando as migalhas para o fundo e junte cerca de 50 ml de azeite. Volte a triturar até obter uma pasta ((Bimby: velocidade 3, aumente a velocidade se necessário).
No fundo de uma assadeira coloque os legumes alourados, regue com azeite, por cima coloque as postas de bacalhau e à voltas as batatinhas e polvilhe-as com umas pedrinhas de sal.
Barre o bacalhau com a crosta de broa.
Regue com bastante azeite.
Leve a assar por cerca de 20 a 30 minutos, regando frequentemente com o azeite.
Sirva com os legumes cozidos.



SUGESTÃO: sobrou? Óptimo! Guarde tudo (pode até congelar), incluindo o azeite num recipiente à parte. Dependendo dos ingredientes que sobraram e da sua quantidade, corte mais cebola e pimento e coza mais batatas que vai depois cortar às rodelas e mais couve. Coza também um ovo. Limpe o bacalhau de espinhas e lasque-o, livre-se de deitar fora a crosta de broa.
Numa sertã, usando o azeite do assado, refogue a cebola, o pimento e os legumes cozidos cortados em bocados,  tempere de sal se necessário. Junte as lascas de bacalhau e a crosta. Envolva, deixe secar um pouco. Transfira para uma assadeira, desfaça a gema de ovo sobre o preparado e corte a clara em pedacinhos e junte. cubra com as batatas às rodelas, regue com mais um pouco de azeite e leve ao forno até as batatas dourarem.

7 de março de 2015

Cottage Cheese Pufflets



Quem gosta da cozinha nunca resiste a um desafio, mas como o tempo não é elástico nem os braços imensos temos que fazer escolhas. Às vezes alinhamos, outras vezes acrescentamos a receita à lista do "a fazer mais tarde". Estas bolachas, um dos últimos desafios do "Dorie às Sextas", ficaram a meio caminho: sabia que não iria conseguir fazer a publicação na data agendada, mas como a receita permitia que se congelasse a massa, preparei-a, congelei-a em duas metades e, entretanto, utilizei uma parte para fazer este mimo de tarde Domingo. A massa é deliciosa, muito parecida com a dos Rugelach, embora não tão estaladiça, mas são mesmo assim como o nome indica "puff" e desapareceram! A massa foi um pouco difícil de trabalhar, por isso, depois de me cansar com os triângulos, fiz apenas quadrados com o recheio no centro.




Tradução da Susana Figueiredo
Ingredientes (Rende 48 bolachas de 5 cm):

225 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
2 colheres de sopa de açúcar
1/4 colher de chá de sal
225 gramas de requeijão
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 2/3 chávenas de farinha
1/4 de chávena de doce ou compota espessa à escolha - usei doce de abóbora
Açúcar em pó para polvilhar



Preparação:
Colocar a manteiga,o açúcar e o sal num processador de alimentos, processando por 2 minutos até a manteiga estar em creme e raspando de vez em quando os lados do recipiente. Juntar o requeijão e a baunilha e processar durante mais 2 minutos. A mistura ficará aveludada, como queijo creme batido. Juntar a farinha e pulsar até esta estar apenas incorporada. Deitar a mistura num pedaço de película aderente. Moldar a massa num retângulo, espalmá-la um pouco, cobrir completamente e refrigerá-la durante 3 horas ou até 3 dias (poderá também ser congelada durante 2 meses e descongelada no frigorífico).
Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 205ºC. Forrar 2 tabuleiros com tapetes de silicone ou papel vegetal. Cortar a massa ao meio e estendê-la entre folhas de papel vegetal ou numa superfície enfarinhada até uma espessura de 3 milímetros. Como vai ser cortada em quadrados, é melhor estender a massa num formato quadrado ou retangular. Se em algum momento a massa ficar muito mole, levá-la ao frigorífico para endurecer. Cortar a massa em quadrados com entre 4 e 6 cm de lado. Colocar um pouco de compota no centro de um quadrado e, com um dedo molhado, humedecer os extremos da massa. Dobrar a massa de modo a formar um triângulo, fechando bem o doce e vedando bem os lado. Repetir para todos os quadrados, colocá-los nos tabuleiros com um espaço de 1 cm entre eles e fazer um pequeno furo no centro de cada para sair o vapor (também podem ser congelados nesta fase, devendo ir directamente ao forno sem descongelar). Cozer entre 10 e 12 minutos (1 tabuleiro de cada vez) ou até estarem inchados, firmes e bem dourados. Polvilhar com açúcar em pó e deixar arrefecer.

6 de março de 2015

Começar bem o dia

Estamos já no fim do 1º trimeste do ano. Os dias mais longos anunciam a Primavera e mantenho a minha decisão de tentar simplificar e organizar os meus dias. Nem sempre tenho sucesso, confesso. Há semanas que se avizinham calmas e que de repente se transformam num turbilhão de afazeres e deveres e matérias novas para analisar, por isso, pelo menos procuro começar bem o dia, com um pequeno almoço que me satisfaça.

Fiquei viciada em papas de aveia, sejam "overnight oats" ou ligeiramente cozinhadas no microondas e depois em descanso "overnight". A aveia já fazia parte do meu pequeno almoço diário, mas em  cru a acompanhar kefir ou iogurte e fruta ou em forma de granola. As papas tinha-as deixado de lado quando reduzi o consumo de leite de origem animal, porque cozinhadas com água ou chá não me sabiam bem. Entretanto ao folhear o livro "Sumos com Segredos" da Samanta MacMurray, autora do blogue Eat Love, deparei-me com uma receita de aveia com café, fruta e iogurte. Primeiro fiquei ... na dúvida: café, fruta e iogurte????? Ahhhh,  será? Porque não? Pois, porque não, experimenta-se e depois não se quer outra coisa e desde então o café tem sido a minha bebida preferida para preparara a aveia matinal: 2 colheres de sopa de aveia para 1 chávena expresso de café e outra de água ou sumo de laranja. Se as deixar em modo "overnight" prefiro os flocos finos, que absorvem melhor o liquido, mas se usar o microondas, então uso os integrais porque o calor dá-lhes a força que precisam para absorverem o café (ou qualquer outro liquido). Também as prefiro mais para o seco. O iogurte confere depois á refeição a cremosidade que gosto.


                                          Aveia com café  + abacaxi + iogurte natural


Sei que o uso do microondas não é consensual, mas não o dispenso para determinadas preparações e este é uma delas: escolho a fruta, preparo-a, polvilho com canela, cacau em pó ou outra especiaria e 1 minuto no microondas na potência máxima. Descansa 1 minuto. Junto a aveia e o liquido e mais 30 segundos a um minuto na potência máxima. A seguir descansam até ao dia seguinte. Como não gosto de pequeno-almoço completamente frio volto a aquecê-las, mas não mais que 30 segundos, senão ficam a ferver e acrescento o iogurte, de preferência natural. Ajustem as quantidades ao vosso gosto e tenham em atenção que algumas frutas largam o seu sumo quando aquecidas, como as pêras maduras,  ou desfazem-se quase em puré, como os morangos e outras bagas e bananas. Experimentem até encontrarem a vossa combinação ideal.


Aveia com café e sumo de laranja + banana + iogurte natural + canela



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...