20 de Outubro de 2014

O pecado numa taça





Um desafio doce e gelado de fazer crescer a água na boca.
Com algumas obras a correr lá em casa, confesso que não sei se deixei passar o prazo do desafio. A simpática carta da Carte D`Or que chegou a acompanhar umas forminhas de silicone, estará guardada entre os muitos papeis que tivemos que encaixotar e eu sou uma cabeça de alho chocho no que toca a fixar datas, mas mesmo assim, com ou sem prazo, o desafio impunha-se. O difícil foi escolher o sabor, mas lá tive que me decidir pelos sabores disponíveis no supermercado, entre os quais não estava a minha primeira escolha, mas são todos tão apelativos que nunca ficaria a perder.
Para mim os gelados ou são servidos, assim, simples numa taça (ou comidos à colherada da própria caixa, porque não?) requerem combinações simples: chocolate (sempre), frutas, crepes, crumbles e estamos bem.
 
 
 
A este Tiramisu escolhi juntar a pureza do chocolate, intensificando-lhe o sabor e o agri-doce dos frutos vermelhos. Difícil foi depois tirar a fotografia num ambiente novo com luminosidades e sombras difíceis a uma hora em que a própria luz natural se começa a esvair depressa demais, quase tão depressa como o gelado teima em derreter (acabei por me esquecer de juntar a caixa do gelado)



Ingredientes:
1 embalagem de gelado Carte D`Or artesanal Tiramisu
1 chávena de frutos vermelhos frescos ou se usar dos congelados, descongele-os à temperatura ambiente
150 gr. de chocolate para culinária
1 colher de sopa mal cheia de manteiga
200 ml de leite
1/2 vagem de baunilha
1 colher de chá de maizena

Preparação:
Comece por derreter 50 gr. de chocolate em banho maria ou no micro-ondas (com cuidado para não queimar). Junte a manteiga e mexa até ficar brilhante.
Distribua o chocolate derretido pelo fundo das forminhas Carte D`Or. A deia é fazer bolachinhas de chocolate, por isso não as encha muito, apenas o fundo. Reserve no frigorifico.
Entretanto abra a vagem de baunilha e raspe as sementes. Deite o leite num tachinho juntamente com as sementes  a vagem de baunilha e leve a levantar fervura. Desligue e reserve. Deixe em infusão durante umas horas. 
Retire a vagem de baunilha, leve o leite de novo ao lume até ferver. Retire do lume e acrescente o restante chocolate partido em bocadinhos. Mexa com a ajuda da colher de pau até o chocolate dissolver. Desfaça a maizena num pouco de leite frio e junte ao chocolate e leve de novo ao lume, mexendo até engrossar (não precisa de ficar muito espesso).
Desenforme as bolachas.
Distribua o chocolate quente pelas taças. Com cuidado junte em cada taça um pedaço de gelado, tentando deixar os lindos picos intactos. Distribua os frutos vermelhos e uma termine com uma bolacha de chocolate.
Sirva de imediato.

17 de Outubro de 2014

Projecto Marmita Semana 34/2014

Uma semana atribulada, com arrumações  e outras coisas que tais, na casa a pedir simplicidade máxima nas refeições. Ainda assim há sempre uma sopa que vai servindo a semana, vamos aproveitando alguns jantares para compor refeições originais e recorrermos ao congelador sempre que necessário.
 
Segunda-feira 
Sopa de feijão verde + Pão Pitta com peru grelhado, cebola roxa e pêra balsâmica (cebola e pêra fatiadas e grelhadas em azeite, temperadas com umas gotas de vinagre balsâmico) + Salada de alface, tomate e alho francês.
 
 
 
Terça-feira
 Sopa de feijão verde + Grão com cogumelos e massa (vindos do congelador).
 
 Quarta-feira
Sopa de feijão verde + frango assado com brócolos, tomate e ananás.
 
 
Quinta-feira sem marmita
 
Sexta-feira
Sopa de feijão verde + Wrap de beringela da Go Natural (sem certeza de poder almoçar no escritório, levei, mesmo assim, uma sopa, que poderia sempre regressar a casa para o jantar. Completei com um wrap da Go Natural)
 
 
 

16 de Outubro de 2014

Pão de uvas Moscatel e funcho


Dia 16 de Outubro é o Dia Mundial da Alimentação e, por isso, hoje especialmente, as questões relacionadas com a nutrição e a alimentação devem estar na boca do mundo, numa tentativa de consciencializar as populações para a importância de comer de forma saudável. A esta celebração associou-se também uma outra: o Dia Mundial do Pão. Uma parelha perfeita, já que o pão é o alimento primordial. O mais simples e o mais genuíno símbolo de alimentação.

Em 2006 a Zorra do blogue "1x umruhren bitte aka kotchpof" desafiou os bloguers de todo o mundo para que no dia 16 de Outubro a publicação do blogue, de todos os blogues que quisessem aderir, fosse dedicada ao pão. Uma receita, um texto ou uma fotografia, desde que o pão fosse a estrela do dia. O desafio foi um sucesso e mantém-se vivo desde então. Esta é, por isso, a 9ª edição do World Bread Day a correr na blogosfera. Pode também seguir esta edição no facebook e no pinterest e não se esqueçam de usar ashtag #wbd2014. Ah! E o convite em portugês foi feito pela "Telita na Cozinha", não deixem de visitar porque vale mesmo a pena.

Então, cá estou eu a celebrar, mais uma vez, o maravilhoso mundo do pão. Desta vez partilho convosco um pão de Outono, frutado, aromático e uma boa companhia para uma chávena de chá quente. A massa é um pão de leite muito básico e o recheio foi inspirado numa receita do livro "A Volta ao Mundo em 80 Pratos".



(Fonte: "Livro Base" Bimby e "A Volta ao Mundo em 80 Pratos", David Loftus, Civilização Ed.)
Ingredientes:
250 ml de leite
1 ovo
50 gr. de açúcar
50 gr. de margarina
5 gr. de fermento seco
1 col. de chá de sal
500 gr. de farinha
500 gr. de uvas moscatel
2 colheres de sopa de sementes de funcho Espiga
1 gema de ovo para pincelar



Preparação:
Coloque todos os ingredientes no copo da bimby, excepto a farinha e programe 1,30m/37º/vel1.
Adicione a farinha e programe 10seg/vel 6.
Amasse 2min/vel espiga.
Deixe descansar 10 minutos. Divida a massa em duas partes iguais e estenda-as numa superfície enfarinhada, dando-lhes o formato redondo (ou outro que lhe aprouver), espalhe metade das uvas e polvilhe com uma colher de sopa de sementes de funcho. Pode usar uma forma de tarte para melhor acondicionar a massa.
Cubra com  a restante massa e cubra o topo com as uvas, fazendo uma ligeira pressão  para se segurarem na massa e polvilhe com as restantes sementes.
Transfira para um tabuleiro tabuleiro untado e polvilhado e deixe levedar num local morno até dobrar de volume.
Pincele com a gema de ovo e leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 20 minutos ou até o pão estar cozido e o topo se apresentar com uma cor dourada.

 

13 de Outubro de 2014

Caldeirada de Peixe

Na última paragem das nossas férias passamos pelo mercado do peixe na Costa Nova e compramos umas ameijoas, que seriam servidas à Bulhão Pato, e uma dose de caldeirada para dois. É esta caldeira deliciosa que aqui vos deixo ficar. Um prato tão típico da nossa costa e um aconchego para as refeições de Outono.
 

Ingredientes (para 2):
750 gr. de peixes variados preparados para caldeirada (raia, cação, lula, corvina, salmonete)
Ameijoas q.b. (suficientes para cobrir o fundo do tacho), já lavada
1 tomate grande maduro, pelado e sem sementes
1 pimento verde, cortado em tiras
1 cebola média, cortada em meias luas
1 dente de alho, picado
3 batatas, descascadas e cortadas em rodelas
100 ml de vinho branco
100 ml de água
Malagueta a gosto
1 folha de louro
Sal q.b.
Azeite q.b.



Preparação:
Tempere o peixe com sal uma hora antes de começar a cozinhar.
Num tacho largo deite um bom fio de azeite, um terço da cebola e o alho picado.
Deixe refogar em lume brando, só até a cebola amolecer.
Junte as ameijoas, cobrindo o fundo do tacho (assim vai impedir que os restantes ingredientes fiquem pegados no fundo), por cima coloque uma cama de batata, cebola, tomate e pimento, meia folha de louro e sal.
Acame os peixes sobre os legumes e coloque nova camada de batata, cebola, pimento e tomate, a restante metade da folha de louro, a malagueta e regue com o vinho e a água.
Tape o tacho e leve a cozinhar em lume médio, contando cerca de 15 minutos a partir do momento em que levanta fervura, abando o tacho de vez em quando (a caldeirada não se mexe). A caldeirada está pronta quando a batata estiver cozida. Prove a calda e acrescente sal se necessário.
Sirva de imediato acompanhado de fatias de pão torrado (que para mim substituem perfeitamente a batata).

11 de Outubro de 2014

Projecto Marmita Semana 32/2014

Esta semana deliciei-me. Não há como fazer uma pausa na hora do almoço e saborear refeições que nos enchem a alma e nos ajudam, naquela breve hora, a esquecer as preocupações do trabalho.

Segunda-feira
Esta semana começou com uma das minhas marmitas preferidas: legumes assados (curgete, abóbora, beringela e cebola) e queijo feta. Quando a aqueci o queijo derreteu ligeiramente, envolvendo o esparguete e ficou de comer e chorar por mais.
 
Sopa de espinafres + Esparguete com legumes assados e feta.
 
 
Terça-feira
Na terça um petisco apanhado num campo, no Douro: beldroegas. Esta erva é muito estimada na gastronomia alentejana, mas por aqui quase que não consegue fugir ao seu estatuto de erva daninha. Nos últimos anos habituámo-nos a "colher" os nossos legumes e as nossas ervas nos supermercados e nem imaginamos a riqueza que existe por estas estradas e campos fora.  Estas ultimas semanas fui presenteada pela natureza com endro e com estas beldroegas. Basta estarmos de olhos bem abertos e saber o que procurar (não arrisquem se não tiverem a certeza de que erva se trata). E às benditas beldroegas só um ovo escalfado lhes fariam justiça....
 
Sopa de couve branca + Beldroegas estufadas com ovo escalfado + Salada de rúcula, tomate e cenoura.
 
 
Quarta-feira
Estes bolinhos são um aproveitamento de sobras de arroz e de frango assado. São muito versáteis. Podem ser feitos com todo o género de sobras: frango, peixe, carne, legumes .... Parti de uma receita da Hellman`s para usar a maioneses como ingrediente de ligação e ficarm muito bons. Com poucos ingredientes fiz cerca de 8 bolinhos (receita em "As Receitas da Marimita" - marmitas de carne). 
 
Sopa de couve branca + Bolinhos de arroz com salada.
 
 
Quinta-feira
Mais uma refeição deliciosa. Esta foi feita para responder ao desafio do grupo "Quize dias com..." em que o chefe escolhido foi Paul Hollywood. A receita já está no blogue e podem sempre substituir a massa folhada por outra com menos gordura e calorias.
 
Sopa de penca e cenoura + Tarte de cebola e curgete com coulis de tomate assado + Salada de rúcula e tomate.
 
E na sexta não houve marmita.

10 de Outubro de 2014

Mais um Dorie às Sextas e um pequeno "Bill`s Big Carrot Cake" - Bolo de Cenoura


 
 
Mais um bolo delicioso da Dorie para este desafio quinzenal das "Dories às Sextas". A lista de ingredientes quase que assusta, mas a verdade é que é basicamente pesar e misturar. Claro que esta receita ficava a ganhar se optasse por a fazer tal como a receita: o bolo todo com o recheio e cobertura, mas era um bolo muito grande para nós e a verdade é que não somos muito fans de bolos com cobertura, excepto em dias de festa. Sempre podem argumentar que fazer bolo é já  de si uma festa, é verdade, mas sabe tão bem um bolo simples numa tarde de Domingo que não me arrependo nada de não ter feito o creme.

(Fonte: "Baking", Dorie Greenspan)
Ingredientes:
Para o bolo:
2 chávenas de farinha
2 colheres de chá de fermento
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de canela moída (só usei uma pitada)
3/4 de colher de chá de sal
3 chávenas de cenoura ralada
1 chávena de nozes ou pecans, cortadas grosseiramente
1 chávena de coco ralado (adoçado ou não)
1/2 chávena de passas grandes e húmidas (brancas ou pretas) ou arandos secos
2 chávenas de açúcar
1 chávena de óleo de colza (canola) ou de cártamo (sallflower)
4 ovos grandes
Para a cobertura:
220 gramas de queijo-creme, à temperatura ambiente
120 gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
3 3/4 chávena de açúcar em pó peneirado
1 colher de sopa de sumo de limão ou 1/2 colher de chá de extracto de limão
1/2 chávena de coco ralado
Nozes ou pecans outro tostadas e picadas finamente e/ou coco ralado tostado para enfeitar (opcional)

Preparação:
O Bolo:
Coloque duas grades no forno e pré-aqueça-o a 190ºC.
Unte três formas redondas de 23x5cm, polvilhe-as com farinha e sacuda o excesso. Coloque duas formas num tabuleiro e a terceira noutro.
Numa taça misture a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, a canela e o sal.
Noutra taça, misture as cenouras, as nozes, o coco e as passas.
Com uma batedeira de pé ou manual, bata o açúcar e o óleo em velocidade média até ficar suave.
Continuando a bater, junte os ovos um a um,  até a massa estar ainda mais suave. (Bimby: junte no copo o açúcar, os ovos e o óleo e bata 20 segundos/vel. 6)
Reduza a velocidade para o mínimo e junte a mistura da farinha, batendo apenas até os ingredientes secos desaparecerem. (Bimby: 10 segundos/vel.6)
Misture gentilmente a mistura das nozes e cenoura. (se usar a bimby use a espátula para envolver os ingredientes)
Divida a massa pelas formas e levar ao forno durante 40 a 50 minutos, passando as formas de baixo para cima e de frente para trás a meio do tempo, de modo a que os bolos cozam uniformemente. Retire do forno quando se inserir uma faca no centro e esta sair limpa e os bolos começarem a descolar-se dos lados das formas.
Deixe arrefecer durante cinco minutos e desenforme passando uma faca nos lados dos bolos.
Inverta-os e deixar arrefecer à temperatura ambiente, com o topo para cima.
A cobertura:
Com uma batedeira eléctrica ou manual, bata o queijo creme com a manteiga até ficar cremoso.
Junte o açúcar e continue a bater até estar aveludado.
Junte o sumo ou o extracto de limão e junte o coco ralado a metade da cobertura (opcional).
Montar o bolo:
Coloque um bolo com o topo para cima num prato de servir. Se se tiver juntado o coco a metade da cobertura, cobra generosamente a primeira camada com esta mistura, caso contrário, use a cobertura simples. Usar uma espátula ou uma colher para alisar a cobertura até aos extremos do bolo.
Cubra com o segundo bolo, desta vez com a parte de cima virada para baixo e cubra com o restante creme com coco, ou com o simples caso não se use o primeiro.
Cubra com o terceiro bolo, o topo virado para cima, e cubra-o com o creme.
Pode cobrir-se apenas o topo ou também os lados do bolo.
Finalize com um pouco de creme trabalhado no saco de pasteleiro e polvilhe com as nozes, se assim se desejar.
Refrigere durante 30 minutos antes de servir.

9 de Outubro de 2014

Tarte de cebola e curgete com coulis de tomate assado

 
 
O chef escolhido para esta quinzena em Quinze dias com  é Paul Hollywood que a Susana descreve assim: "Britânico e filho de um padeiro, trocou a sua formação em escultura pela arte do pão e pelo negócio da família. Rapidamente ganhou reputação pela inovação que trouxe, mesmo aos métodos de fabrico artesanal. Das suas viagens pelo Chipre, Egípto e Jordânia, trouxe técnicas de aldeias remotas, tendo mesmo aprendido a fazer pão nas areias do deserto com os beduínos. Como nem só de pão vive o homem, o nosso convidado é também mestre na arte de cozinhar no forno, acrescentando ao s...eu repertório um conjunto de outras iguarias doces e sagadas que prometem perfumar as nossas cozinhas e encher as nossas almas".
Pouco conhecedora da sua cozinha, lancei-me em buscas pelo maravilhoso mundo da internet e encontrei uma mão cheia de receitas tentadoras, mas a escolhida foi uma tarte salgada deliciosa de cebola e curgete. Embora evite a massa folhada, especialmente nas minhas refeições do dia-a-dia, acabei por seguir a receita e usei os quadrados de massa folhada Pasta do Dia, que tenho sempre no congelador. Fiz uma dose reduzida, mas aqui fica a receita original.
 

 
Ingredientes:
Para a tarte:
250 gr. de massa folhada
1 cebola roxa cortada em fatias finas
500 gr. de curgete, finamente fatiada
Açúcar q.b
1 ovo ligeiramente batido
Azeite q.b.
Sumo de limão q.b.
Parmesão ralado a gosto
Para o Coulis:
600 gr. de tomate, cortado em metades
3 dentes de alho
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Azeite q.b.
1 colher de chá de açúcar
Sal e pimenta q.b.
1 mão cheia de folhas de manjericão



Preparação:
Comece por fazer o Coulis:
Coloque os tomates, com o corte para cima, numa assadeira, junte os dentes de alho (com a casca) e regue com o vinagre balsâmico e com um fio generoso de azeite. Polvilhe com açúcar e tempere com sal e pimenta. Leve a assar, em forno pré-aquecido a 220º,  por 20 a 30 minutos ou até os tomates estarem macios e sumarentos e ligeiramente tostados no topo (mas não queimados).
Retire do forno e deixe arrefecer. Retire a pele dos dentes de alho e coloque-os, juntamente com os tomates e todos os líquidos que estiverem na assadeira, numa misturadora. Acrescente o manjericão e mais um pouco de azeite e triture. Coe o molho através de um passador para uma tigela, retifique o tempero, tape e guarde no frigorifico até precisar dele.
Entretanto aqueça uma colher de sopa de azeite numa sertã e refogue a cebola até estar macia. Polvilhe com um pouco de açúcar e deixe cozinha mais uns minutos, até o açúcar se dissolver. Reserve.
Branqueie as fatias de curgete, por um minuto ou dois, em água a ferver, coe, seque (pode usar papel de cozinha) e deixe arrefecer (saltei este passo).
Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal ou um tapete de silicone.
Estenda a massa folhada num circulo com cerca de 2 mm de espessura e 26 cm de diâmetro (use um prato para guiar o corte). Pique a massa com um garfo e com a ponta da massa marque uma borda com 2cm de largura a toda a volta. Transfira a massa para o tabuleiro e refrigere-a por 30 minutos. 
Espalhe a cebola pela borda da tarte e coloque as fatias de curgete no centro, dispondo-as em círculos ligeiramente sobrepostas. Regue com um pouco de azeite e tempere com sal e pimenta. Pincele as bordas da tarte com o ovo e leve a assar por 20 a 25 minutos, até a massa inchar a apresentar uma cor dourada. Deixe arrefecer.
Antes de servir pincele com mais um pouco de azeite e regue com o sumo de limão. Polvilhe com queijo parmesão ralado no momento e um pouco de pimenta. Sirva com o coulis de tomate à parte e uma salada fresca.

7 de Outubro de 2014

Doces férias!

O Outono chegou e para trás já ficaram os doces dias das férias. Agora que os dias vão ficando cada vez mais curtos, sabe bem recordar o céu azul e o mar. Aquecemos, assim, as horas mais frias com os momentos de um Verão azul.

O dia prometia. O céu pintado a aguarela de Setembro convidava a partir. Rumamos a sul, à procura de calor, já que a norte o Verão deixava muito a desejar. Perto de Aveiro fomos surpreendidos pela chuva, mas o sol acabou por aparecer e acompanhou-nos durante o resto da viagem. Seguimos pela auto-estrada até Ílhavo, para a primeira paragem. Uma visita às lojas da Vista Alegre, como não podia deixar de ser. Feitas algumas compras e depois de um breve passeio pelo espaço da antiga fábrica (a vista à fábrica em si ficará para outra oportunidade), seguimos viagem, mas desta vez pelas estradas secundárias. O objectivo é acompanhar a nossa belíssima costa  até S. Martinho do Porto.

 Ílhavo, Vista Alegre.



 

 A chuva acaba por ficar para trás e em Mira o céu azul recebe-nos de braços abertos.





Paramos para almoçar na Figueira da Foz. Um pequeno passeio pós-almoço pela extensa praia e estamos prontos para seguir.



Nova paragem em S. Pedro de Moel, depois de percorrer a Estrada Atlântica,  para admirar o magnifico mar verde-azul.



O ponto de destino aproxima-se, mas antes havemos de parar na mítica praia da Nazaré e abastecer a lancheira com figos e bolachas de amendoim.

 
 

Finalmente S. Martinho do Porto e a sua baía calma e solarenga. O descanso é merecido, cada minuto ao sol é saboreado. Esperam-nos dias lentos, preguiçosos, um mar sempre calmo e de águas temperadas, gelados na esplanada, bolas de Berlim na praia, comida boa a deixar saudades de um arroz de tamboril magnifico, num restaurante tão simpático como  a baía: O Cantinho do Amigo. Voltando a S. Martinho é certo que repetirei a visita.




Claro que houve tempo para mais uma visitas. Com as Caldas da Rainha tão perto não podia não passar pela Bordalo Pinheiro, provar uma fatia do famoso Pão-de-Ló de Alfeizerão e almoçar numa esplanada com vista para a praia da Foz do Arelho.


E como tudo é que bom passa depressa, lá chegou a semana ao fim. Tempo de regressar, desta vez tomamos a auto-estrada e saímos na Costa Nova para almoçar com tempo de visitar o mercado e trazer umas ameijoas e uma dose de peixe para uma boa caldeirada, mas essa é outra história, ou melhor, outro prato de que falarei mais adiante.
 

 

4 de Outubro de 2014

Projecto Marmita - Semana 31/2014

Mais uma semana de marmitas a condizer com o calor que se tem feito sentir por aqui: saladas e mais saladas (as favoritas foram a de segunda-feira e de quinta-feira)! As sopas do costume, a que faço ao Domingo à noite que vou trazendo até acabar e depois recorro às que tenho sempre no congelador. A empada também faz parte do que consta do congelador. A quinoa foi cozinhada a meio da semana (é tão fácil de fazer e ainda por cima também se pode congelar).  
Tenham um bom fim-de-semana! 

Segunda-feira
Sopa de couve branca + Salada de alface, manga, alcaparras, tomate, feta, cebola roxa e coentros.


Terça-feira
Sopa de couve branca + Empada de carne + Salada de alface, tomate e pepino.

 
 
Quarta-feira
Sopa de couve branca + Salada de quinoa, polvo e legumes.
 
 
Quinta-feira
Sopa de couve branca + Salada de rúcula, tomate, cebola roxa e abacate.
 
Sexta-feira
Sopa de penca e cenoura + Peru grelhado com quinoa e brócolos + Salada de rúcula, tomate e manga com vinagrete de balsâmico.
 
 

1 de Outubro de 2014

Dia 1 na Cozinha com o nosso estimado ... bacalhau



E começamos o mês com um prato de bacalhau. Apesar de não ser um ingrediente nacional, este fiel amigo, oriundo das águas geladas dos mares do norte, ganhou um lugar incontestável de destaque nas nossas mesas e até podemos afirmar que é um dos símbolos da nossa gastronomia, tantos são os pratos que confecionamos com ele (dizem que são 1001 receitas...). 
A receita que trago para este Dia 1 na Cozinha andava perdida nas memórias deste blogue. Uma tarte cujo ingrediente principal é o bacalhau, mas de bacalhau fresco em vez do característico bacalhau seco. Quando a fiz não fiquei plenamente satisfeita com o resultado final (o sabor estava óptimo, a consistência é que não era a que eu tinha pretendido) e acabei por a partir em fatias e congelar. Entretanto, naqueles dias em que as horas nos atraiçoam e acabamos por precisar de algo rápido para colocar na mesa, acabei por a ir buscar ao congelador e a reação do D. foi tão surpreendente, que pensei que era então hora de a publicar aqui e quando foi anunciado o tema deste dia 1, nem hesitei, por isso aqui está ela, uma tarte para os dias de azáfama a ser bem acompanhada por uma sopa ou uma salada. 
 
Tarte de bacalhau com crumble

Ingredientes:
1 base de massa quebrada
1 posta de skrei (bacalhau fresco)
1 cebola
1 alho francês (só a parte branca)
2 dentes de alho
1 cenoura pequena
1/4 de pimento vermelho
100 gr de rúcula
1 folha de louro
1 pão de mistura (do dia anterior)
1/2 molho de salsa (só as folhas)
Azeite q.b.
Sal q.b.



Preparação:
Bimby:
Comece por cozer a posta de skrei em água a ferver temperada com sal. Reserve a água da cozedura. Deixe arrefecer o peixe e limpe-o de peles e espinha.
Forre uma forma de tarte com a massa (mantendo por baixo o papel vegetal) e reserve no frio.
Aqueça o forno a 200º.
No copo da bimby coloque a cebola, 1 dente de alho, o alho francês, o pimento e a cenoura e junte um fio de azeite. Rale 5 segundos/velocidade 5.
Junte a folha de louro, tempere com sal e, de seguida, refogue: 5 minutos/100º/velocidade 1.
Acrescente o bacalhau e a rúcula, um pouco da água de cozedura (a mistura não deve ficar com molho) e programe: 3 minutos/100º/velocidade 1.
Quando terminar deixe arrefecer uns minutos e, de seguida, verta sobre a massa.
Sem limpar o copo, deite o pão partido em pedaços, a salsa, o dente de alho esmagado e 1 a 2 colheres de sopa de azeite. Triture durante alguns segundos na velocidade 5.
Cubra a tarte com este crumble e leve ao forno a assar por 20 a 25 minutos. Se o crumble começar a queimar cubra com papel de alumínio.
Tradicional:
Comece por cozer a posta de skrei em água a ferver temperada com sal. Reserve a água da cozedura. Deixe arrefecer o peixe e limpe-o de peles e espinha.
Forre uma forma de tarte com a massa (mantendo por baixo o papel vegetal) e reserve no frio.
Aqueça o forno a 200º.
Pique a cebola e o alho, corte o alho francês em rodelas finas, o pimento em cubos pequenos e rale a cenoura.
Aqueça um fio de azeite numa sertã e refogue os legumes em lume médio, juntamente com a folha de louro e temperados com um pouco de sal, até amolecerem, mas sem queimar
Acrescente o bacalhau e a rúcula, um pouco da água de cozedura (a mistura não deve ficar com molho), envolva e deixe refogar por mais uns minutos. Deixe arrefecer e, de seguida, verta sobre a massa.
Num processador de alimentos ou robot de cozinha, deite o pão partido em pedaços, a salsa, o dente de alho esmagado e 1 a 2 colheres de sopa de azeite e triture até obter migalhas grossas.
Cubra a tarte com este crumble e leve ao forno a assar por 20 a 25 minutos. Se o crumble começar a queimar cubra com papel de alumínio.

 
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